Durante muitos anos, os militares voltaram seus olhares para os pássaros e abelhas. Como resultado de intensas pesquisas sobre esses animais, surgiram beija-flores mecânicos e insetos robóticos controlados à distância. Agora, o Pentágono quer adicionar asas peludas e olhos em seus zangões-espiões para torná-los mais parecidos com os insetos de verdade e aperfeiçoar sua interação com o ambiente.

(Fonte da imagem: Wikimedia Commons/Aaron1a12)

Assim, os robôs minúsculos poderiam passar despercebidos por qualquer inimigo, prometem os pesquisadores. Atualmente, esse tipo de dispositivo é usado para o reconhecimento em campos de batalhas. Entretanto, eles têm suas limitações: por exemplo, uma rajada de vento inesperada pode desestabilizar o voo dos pequenos espiões.

Com isso, o seu uso em perímetros urbanos é muito complexo. Conduzi-los entre edifícios ou realizar manobras perto do chão são atividades com grande risco de falha, comentou James Paduano, engenheiro-chefe dos projetos “bioinspirados” do Aurora Flight Sciences Research & Development Center, para o site Danger Room.

Com essa premissa, o Pentágono está investindo em pesquisas que desencadeiem o desenvolvimento de olhos com a estrutura original dos insetos e membranas que funcionem como suas asas. O objetivo da agência do governo norte-americano é permitir que esses espiões robóticos interajam com o ambiente por conta própria, transformando as vespas militares em máquinas de vigilância ainda mais eficazes.

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