Travis Kalanick, CEO da Uber, deixou o conselho consultivo econômico da gestão de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, conforme o The New York Times informou. Segundo a publicação, o chefão da empresa de transporte privado informou seus funcionários sobre seu desligamento do governo através de um memorando nesta terça-feira (7).

A bomba estourou para o CEO após sofrer críticas massivas em relação ao seu envolvimento com o polêmico presidente norte-americano, tanto por parte do público em geral quanto de seus próprios funcionários. Kalanick passou a fazer parte do conselho econômico de Trump em dezembro de 2016, mas sofreu críticas depois de ter continuado no cargo após a polêmica atitude do presidente em relação a imigrantes – especialmente muçulmanos.

#deleteUber

Tudo piorou com um ato que culminou em protestos e uma tentativa de boicote ao aplicativo da Uber: em protesto contra as ações de Trump, os taxistas nova-iorquinos que servem os aeroportos da região pararam temporariamente de trabalhar e convocaram a população para fazer pressão contra a medida. A Uber não perdeu tempo e entrou em promoção em corridas na cidade norte-americana – anunciada através do Twitter –, aproveitando a deficiência provisória do serviço de táxi.

Queremos que as pessoas saibam que elas podem usar a Uber para ir e voltar do JFK com preços normais, especialmente hoje à noite

Isso gerou revolta em muitas pessoas que são contra o ato xenófobo e preconceituoso de Trump a ponto de terem criado uma campanha de boicote ao aplicativo representada pela hashtag #deleteUber nas redes sociais. A empresa se desculpou em um comunicado oficial: “Sentimos muito sobre qualquer confusão sobre nosso tweet mais cedo — ele não tinha o objetivo de furar nenhuma greve. Queremos que as pessoas saibam que elas podem usar a Uber para ir e voltar do JFK com preços normais, especialmente hoje à noite”.

Taxistas protestam contra ato xenofóbico do presidente Trump

Virando a casaca?

No memorando enviado para seus funcionários na Uber, Kalanick afirma que falou com o presidente sobre a medida contra imigrantes e como ela está afetando a “comunidade” de sua empresa. Ele também declarou que o fato de fazer parte do conselho econômico de Trump não significa necessariamente que ele apoiaria o presidente, mas sim que trabalharia para defender o interesse de sua categoria de empresa e seus clientes, apesar de interpretações contrárias.

Vamos lutar pelos direitos dos imigrantes em nossas comunidades para que cada um de nós possamos ser nós mesmos com otimismo e esperança para o futuro

Diversas empresas do ramo da tecnologia se manifestaram contra os atos de Donald Trump, somando-se ao descontentamento popular causado pela medida mais do que polêmica. No site Uber Newsroom, o comunicado feito pelo CEO da Uber foi publicado com o título "Standing up for what's right", algo como "Defendendo aquilo que é correto".

Acredite o público ou não, parece que Kalanick não passou para o “lado escuro da Força”. Segundo ele, “a imigração e a abertura para refugiados é uma parte importante do sucesso de nosso país e, honestamente, da Uber. Vamos lutar pelos direitos dos imigrantes em nossas comunidades para que cada um de nós possamos ser nós mesmos com otimismo e esperança para o futuro”. E aí, dá para acreditar no CEO da Uber? Deixe sua opinião nos comentários.

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