Um grupo de pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acredita que o futuro do transporte pode não estar nos carros autônomos, mas sim em veículos leves e econômicos. Liderados pelo professor Tyler Folsom, a equipe composta por 20 estudantes usou um microprocessador Arduino para criar um triciclo elétrico autônomo.

O projeto ainda está engatinhando, mas o protótipo já consegue realizar alguns movimentos sem a necessidade de um controle remoto. A tecnologia pode não ser tão impressionante quanto a vista nos carros da Tesla ou nos autônomos da Google, mas o professor deixa claro que o objetivo da pesquisa é outro.

“Estou tentando mudar a conversa de carros autônomos para bicicletas autônomas”, diz. “Estamos usando coisas bem menos poderosas que um smartphone. Parte do conceito é que você não precisa gastar tanto dinheiro quanto o que as grandes companhias de carros estão gastando”, afirma Tyler em entrevista para o site da universidade.

A equipe espera que cada triciclo custe menos de U$ 10 mil. O preço é realmente bem mais baixo do que podemos esperar por um carro que dirige sozinho, mas também está acima do que a maioria das pessoas deve gastar em uma bicicleta.

“O mais importante para mim é o efeito que isso pode ter no aquecimento global. Se conseguirmos empurrar o transporte nessa direção – veículos muito leves – será uma grande vitória para o meio ambiente”, continua o professor.

A ideia é que, no futuro, estes triciclos estejam disponíveis como parte do sistema de transporte público

A ideia é que, no futuro, estes triciclos estejam disponíveis como parte do sistema de transporte público. Pense no sistema de bicicletas compartilhadas que já existe em algumas cidades brasileiras, mas sem a necessidade de pedalar ou se preocupar com o trajeto, tudo isso usando apenas energia renovável.

Uma ideia certamente ambiciosa e que, se colocada em prática, pode alterar radicalmente a nossa forma de se locomover pelas cidades.

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