Já faz algum tempo que estamos falando sobre o Solar Impulse 2, avião movido à energia solar que tinha como meta dar a volta ao mundo. Sua trajetória começou em Abu Dhabi em 9 de março de 2015, e de lá para cá ele passou por cidades como Califórnia e até teve alguns problemas ao longo do percurso – o que não o impediu de concluir o seu objetivo.

Na última segunda-feira (25), o avião pousou às 21h05 em seu ponto de partida após terminar a jornada de mais de 42 mil quilômetros. Vale lembrar que, diferente de modelos convencionais, este possui uma limitação de velocidade de 50 km/h, que pode ser duplicada se está totalmente exposto à luz do sol.

Nessa trajetória, a nave foi conduzida pelos pilotos suíços Bertrand Piccard e André Borschberg. A dupla investiu um total de 505 horas (o equivalente a pouco mais de 23 dias) no ar, fazendo paradas ocasionais em alguns aeroportos na Europa, na América do Norte e na Ásia. Muitas dessas paradas foram feitas para evitar problemas climáticos e também para dar aos pilotos um merecido descanso.

O último trajeto feito pelo avião foi do Cairo (onde chegou após sair de Sevilha em um voo de 3.745 km que foi concluído em 48 horas e 50 minutos) para Abu Dhabi, e foi encerrado após 48 horas e 37 minutos. Ele deveria ter saído da cidade do Egito na semana passada, mas os planos foram refeitos por conta de fortes ventos e também por uma doença de um dos pilotos.

Conhecendo o brinquedo

De acordo com as informações divulgadas, o Solar Impulse 2 pesa uma tonelada e meia e é tão largo quanto um Boeing 747 (ele possui uma envergadura de 72 metros), além de voar graças a baterias capazes de armazenar a energia solar obtida com o auxílio de 17 mil células fotovoltaicas em suas asas.

O Solar Impulse 2 pesa uma tonelada e meia e é tão largo quanto um Boeing 747 (ele possui uma envergadura de 72 metros), além de voar graças a baterias capazes de armazenar a energia solar obtida com o auxílio de 17 mil células fotovoltaicas em suas asas

Com esse experimento, Piccard e Borschberg, que são fundadores do projeto do Solar Impulse, esperam que mais pessoas, empresas e instituições governamentais observem que há, sim, maneiras de se locomover utilizando fontes de energia limpas.

“Trabalhei por 15 anos para ter essa demonstração de melhorias dessas tecnologias, então agora eu quero que esse feito tenha algum tipo de influência e também criar um conselho mundial para tecnologias limpas. Isso vai permitir a todos os especialistas conversar com governos e grandes corporações sobre os tipos de tecnologia que podem ser usadas de forma rentável para luta contra as mudanças climáticas e proteger o meio ambiente”, comentou Piccard em entrevista ao site The Guardian.

Caso esteja curioso para ver o Solar Impulse 2, o vídeo que apresentamos aqui nesta notícia mostra o avião pousando em Abu Dhabi e concluindo a sua jornada.

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