Depois de algum tempo em águas internacionais, a equipe do TecLab volta com tudo para mais vídeos polêmicos e streamings com esclarecimentos sobre os mais diversos temas de hardware.

Dando início a uma nova onda de debates, Ronaldo Buassali e sua equipe vem com um vídeo que vai esclarecer muita coisa sobre os tais “testes fajutos de hardware”, comparativos executados de forma errada, achismos e outros assuntos.

“O crescimento do segmento de PCs de alto desempenho traz o aumento de ‘formadores de opinião’ dispostos a compartilhar o que sabem sobre o tema, sendo que entusiastas, profissionais, youtubers e jogadores usam esses testes como fonte de informações”, comentou Buassali com exclusividade ao TecMundo.

Entretanto, o overclocker do TecLab ressalta que “o que deveria ser uma ferramenta a favor, muitas vezes pode induzir o consumidor a acreditar em informações erradas, seja por desconhecimento do autor, seja por imparcialidade”.

É justamente por isso que os especialistas do TecLab, laboratório especializado em análise de hardware, vão falar sobre alguns pontos de vista interessantes, hoje, a partir das 21 horas, em Live Stream.

O vídeo (que está no topo deste texto) é dedicado a todos os consumidores, já que vem para confrontar algumas técnicas enganosas praticadas nesses meios de divulgação. Detalhe mais do que importante: o TecLab nos comunicou que hoje vai ter sorteio de ingressos para a BGS!

Probabilidade e estatística

A equipe do TecLab vai comentar sobre muitos testes de desempenho com processadores, placas de vídeo, fontes e outros componentes que são executados sem nenhum critério. Capacidades, temperaturas, consumo e qualidades desses componentes, na maioria das vezes, são analisados sem conhecimento ou até mesmo sem equipamentos adequados.

Todavia, como pode uma amostra definir uma realidade? Quando pegamos, por exemplo, um processador, com a finalidade de testar sua capacidade ou temperatura, devemos saber que cada componente eletrônico, e em especial, cada chip, tem o seu comportamento próprio.

Isso significa que em um mesmo modelo, teremos uns mais quentes, outros com mais elasticidade (overclocking), maior ou menos leakage (“vazamento” elétrico), em suma, capacidades diferentes.

Quer ver só como é fácil enganar? Veja esta simples analogia: se tivermos, por exemplo, cinco brasileiros em uma pesquisa sobre apreciação de café e todos afirmarem que gostam do produto, então a pesquisa conclui que 100% dos brasileiros gostam de café, se forem somente quatro, 80% e assim sucessivamente, o que não corresponde à realidade — já que a amostra é pequena perante à população do país.

Traduzindo na linguagem do hardware, uma só “rodada” de um benchmark, pode trazer consigo vícios suficientes para matar a qualidade do teste. São inúmeros os fatos que alteram os resultados, e que podem ser manipulados de forma errada, seja por ignorância (não ofensa, mas no sentido próprio da palavra, falta de conhecimento), seja por interesse.

De maneira geral, são tantos fatores negligenciados e literalmente “vomitados” como se fossem definitivos, que se fossemos enumerar precisaríamos de um artigo só para eles. Veja só alguns pontos importantes:

Reiniciar o computador a cada série; saber avaliar os estados de energia e aplicativos funcionando em outros planos; padronizar a temperatura local; utilizar e citar resoluções, filtros e texturas; manter os mesmos tempos para os testes; ter amostras maiores e mais confiáveis (tanto nos componentes, quanto nos testes e games) e muitos outros.

Omissões (falhas)

Quantos de vocês não viram testes onde se mede o consumo de uma placa de vídeo, simplesmente instalando um dispositivo para ver o quanto o PC “puxa” da tomada ou comparando o overclock de um processador com placas-mãe diferentes, como se isto não fosse importante?

Quantos processadores ou placas de vídeo são considerados melhores (ou piores), sem levar em conta o comportamento individual daquela unidade, ou pior ainda, quando comparados com parâmetros diferentes (tensão, limites, rotação de fan, frequência)?

Quantas fontes são consideradas boas porque suportaram determinado sistema, ou ruins pelo oposto, sem sequer ter sido analisados os seus componentes, eficiência, temperatura e qualidades tão importantes?

Quantas placas de vídeo têm determinadas as suas qualidades, pura e simplesmente por rodarem testes pré-determinados, muitas vezes sem ter sido sequer desmontadas?
Quantos acreditam em certificações, publicidade enganosa, descontos mágicos, promessas e mentiras que fogem de seu controle por simples desconhecimento da causa?

Manipulações

Ronaldo Buassali esclarece que é muito fácil manipular resultados de acordo com a conveniência do autor. Por exemplo, se for necessário que uma placa de vídeo seja melhor que outra, é possível “binnar” (selecionar um exemplar de melhor desempenho) de acordo com a vontade da pessoa que está testando a placa.

Da mesma forma, também é possível comparar dois processadores idênticos com VID (Voltagem de Identificação) diferentes, mostrando que um é mais frio que o outro, ou até mesmo que uma pasta térmica é melhor (ou pior) do que a realidade.

Também é bastante comum acreditar na história de uma foto ou de uma screen, seja ela de uma termo câmera, o histórico de como e quanto o componente alcançou ou uma tela de benchmark que pode mostrar um monte de informações que podem ter sido modificadas.

Considerações finais

É muito fácil se aproveitar de pessoas sem conhecimento no assunto para obter vantagens com isso, por isso é preciso pesquisar sobre a veracidade das informações. O objetivo deste artigo não é fazer você se sentir enganado, mas evidenciar que por trás das matérias, fotos, screenshots e vídeos pode haver uma história diferente da que foi demonstrada.

Segundo Ronaldo Buassali, é necessário ter cautela e filtrar muito bem as informações para não cair em ciladas. “O TecLab não diz que todos fazem errado, nem que é a voz da verdade, mas mesmo que não exista má intenção, a realidade é que tanto no Brasil quanto em outros países, a maioria das pessoas neste mundo do hardware, ainda acredita sem indagar, que é verdade porque está no site”.

Então, se você quer ficar antenado e filtra bem as informações, vale acompanhar as dicas do TecLab, que vai mostrar como é possível verificar tais detalhes apresentados em testes. Você confere isso e muito mais na live stream de hoje, que começa as 21 horas. Basta dar o play no vídeo que abre este texto.

Para participar do tópico de discussão, participe do grupo Extreme PCs & Overclocking, no Facebook: https://www.facebook.com/groups/teclabbyrbuass/

Os comentários do vídeo de hoje podem ser feitos no seguinte tópico:
https://www.facebook.com/groups/teclabbyrbuass/permalink/784643791662180/

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