Um estudo realizado pela Mayo Clinic, uma instituição médica dos EUA sem fins lucrativos, concluiu que a leitura em aparelhos com telas ativas, como tablets e alguns tipos de leitores digitais, pode alterar os padrões de sono de seres humanos. Há um prejuízo durante e depois do sono, mas é preciso relevar os resultados.

Essa pesquisa foi realizada com 12 voluntários que compareceram por duas semanas a um ambiente especialmente preparado para eles dormirem. Antes de serem liberados para dormir, o grupo precisava passar quatro horas lendo. Metade recebeu livros de papel e o restante recebeu dispositivos com telas ativas para a leitura.

Imediatamente depois dessas quatro horas de leitura, os voluntários iam dormir pontualmente às 22h. A iluminação do quarto durante a leitura era controlada e ficava completamente ausente durante o sono dos integrantes do grupo. Essas condições inflexíveis podem ser encaradas como uma possível interferência por si só no padrão de sono dos participantes, mas alguns resultados interessantes foram obtidos.

10 minutos a menos

O estudo constatou que os voluntários que passaram quatro horas lendo em telas ativas levaram pelo menos 10 minutos a mais para conseguir adormecer completamente. Além disso, também foi constatado que essas pessoas demoravam mais tempo para se sentir completamente acordadas durante a manhã.

Fora isso, os níveis de melatonina foram medidos pelos pesquisadores, e foi constatado que o ritmo circadiano de quem ficou lendo com telas em vez de papel estava 50% menor. Entre a primeira e a segunda semana, os subgrupos de seis pessoas foram trocados. Os que estavam com livros de papel receberam telas e o contrário aconteceu com o outro subgrupo. Os resultados se confirmaram.

Tablet ou leitor digital?

Não fica claro que tipo de aparelho é considerado um dispositivo com tela ativa, mas leitores digitais, que possuem displays estáticos, provavelmente não entram nessa categoria. Apesar disso, o que afetaria o sono segundo esse estudo é a luz artificial da parte azulada do espectro. Portanto, aparelhos com iluminação, mesmo tendo telas e-ink, seriam prejudiciais. O mais provável é que o estudo se refira a tablets comuns.

Apesar disso, como se trata de um estudo bem pequeno e com condições muito controladas, não dá para levar esses resultados como definitivos, uma vez que não podem ser imitados todos os dias no cotidiano das pessoas.

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