No evento de comemoração dos seus 25 anos de mercado, a Toshiba lançou um gadget muito interessante: o Libretto W100. Ele é um ultraportátil com duas telas multitouch iluminadas por LED, de 7 polegadas cada e resolução de 1024 x 600 pixels.

Apesar de seu formato similar ao de um Nintendo DS, ele vai além de simples tablets e netbooks. A princípio, o aparelho será lançado em edição limitada, pois assim a empresa conseguirá saber a reação do público ao produto sem ter grandes prejuízos em caso de fracasso.

No entanto, é difícil imaginar isso. Afinal, ele conta com Windows 7 Home Premium instalado, processador Intel Pentium U5400 de 1.2 GHz, 2 GB de memória RAM, espaço de armazenamento de 62 GB (em SSD), Wi-Fi no padrão 802.11b/g/n, Bluetooth, webcam de 1.0 megapixel HD com tecnologia de reconhecimento de face Toshiba e entradas para USB e microSD.

Bom para digitar

As duas telas contam com acelerômetro 3D, tornando a experiência de leitura em sua tela parecida com a leitura do mesmo texto num livro ou jornal. O W100 pesa apenas 700 gramas, tem dimensões 20,1 x 12,8 x 3 cm e conta com 6 modos de exibição de teclados virtuais sensíveis ao toque.

Como era de se esperar, o Libretto é multitarefas e pode ser tanto utilizado para navegar na internet, quanto para execução de arquivos multimídia. Quem comprar uma das poucas unidades disponibilizadas no final de agosto, no Japão – posteriormente em mercado como Europa e Estados Unidos –, precisará desembolsar em torno de 1,3 mil dólares (120 mil ienes).

Esse preço é quase o triplo de um iPad, mas se você levar em consideração que o tablet da Apple possui apenas 256 MB de memória RAM – enquanto o iPhone 4 apresenta o dobro –, os 2 GB do Libretto parecem muito interessantes. Fora o preço, outro problema do W100 é que sua bateria de 8 células funciona por um período máximo de 2 horas (4 horas com bateria de alta capacidade).

Suas duas telas funcionam de maneira análoga a um PC com dois monitores. Ou seja, é possível usar ambas para visualizar uma mesma página (retrato ou paisagem) ou cada uma com sua própria janela – por exemplo, uma com janelas do MSN e a outra com o navegador aberto.

Em termos de design, o W100 segue uma linha similar ao Courier da Microsoft (projeto cancelado de booklet) e possui dimensões similares aos antigos “subnotebooks” da linha Libretto da década de 1990. Comparado com os outros tablets já lançados, o da Toshiba é um tanto “quadradão”. Mesmo assim, parece bastante prático, pois cabe facilmente num bolso de casaco, por exemplo.

Você acha que o Libretto W100 tem futuro e/ou representa uma ameaça para o iPad? Qual sua opinião sobre o aparelho em si (design, tamanho e especificações)?

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