Vários nomes já denominaram o projeto OLPC — "One Laptop Per Child" — ou "Um Laptop Por Criança". Se você ainda não o conhece, trata-se de um projeto realizado com o intuito de incluir digitalmente várias crianças a um baixíssimo custo.

O projeto foi desenvolvido pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e o custo "proposto" de cada unidade era de no máximo 100 dólares. Assim, vários acordos acabaram sendo feitos com grandes empresas e governos para que alunos de países emergentes recebessem os aparelhos como complemento educacional.

Com menos de 1,5 Kg, o  primeiro modelo era mais modesto: CPU de 433 MHz, 256 MB de memória RAM e 1 GB de espaço para armazenamento de dados em memória flash. O sistema operacional era o Red Hat Linux Fedora, para evitar que o motivo principal do OLPC fosse desviado (para games, por exemplo, ao invés de educação).

Novo modelo acompanha tendências

Depois de cerca de 3 anos, o projeto continua seguindo em frente e segue as tendências tecnológicas do mercado. Previsto para ser apresentado em 2011, na CES ("Consumer Electronics Show", ou "Feira de Eletrônicos para Consumidores"), o novo modelo é chamado de "XO-3" e sofreu mudanças drásticas no design.

Desenhado por por Yves Behar, o novo aparelho agora é nada mais, nada menos do que um tablet. A intenção é a de fazer com que todos os componentes sejam feitos totalmente de plástico, para aumentar a durabilidade. A opção pela mudança de estilo vem dos eReaders e outros gadgets, que tornam a leitura e a visualização de conteúdos multimídia muito agradáveis.

Novo tablet com várias tarefas.

Fonte da imagem: SoftSailor

O processador do aparelho também sofreu melhorias e agora vem com 1 GHz de velocidade. Vídeos de altíssima qualidade (1080p Full HD para codificação e decodificação), alta performance com gráficos 3D e compatibilidade com todo tipo de linguagens web.

A empresa responsável pela arquitetura do hardware ainda coloca possibilidades como conexões de todos os tipos: Wi-Fi, Bluetooth, FM e GPS. Além de trazer câmera para vídeo-conferências, o tablet pode ser usado com FLash, Android, Windows Mobile e Ubuntu.

Seria uma espécie de iPad?

Já que o aparelho desenvolvido primeiramente tinha a intenção de ser fácil, acessível e de uso exclusivo para a educação, nada mais correto do que aprimorá-lo ainda mais, certo? Sendo assim, é provávell que a portabilidade e a praticidade foram elementos priorizados para que o OLPC tomasse a forma de um tablet.

Novo tablet acompanha tendências.

Fonte da imagem: Danto Blog

Além disso, não há intenção alguma de que o aparelho seja mais um iPad, pelo contrário. O fundador do projeto, Nicolas Negroponte afirma que o aparelho é mais construtivo que o da Apple, pois traz câmeras e uma tela sensitiva a vibrações durante o toque. Também complementa com colocações como ser uma plataforma mais aberta e com suporte ao Flash.

Ou seja, o novo OLPC não tem menos funções do que seus modelos antecessores. Na verdade, o novo modelo continua como um PC, mas ainda mais intuitivo, prático e portátil. O grande problema é o preço do aparelho que não pode fugir da proposta de ser abaixo de 100 dólares — mas, ao que parece, isso deve ser resolvido até o lançamento.

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