Os dispositivos móveis estão cada vez mais populares. Uma pesquisa online feita pelo IDG Global Solutions (IGS) identificou diferenças entre as marcas de smartphone preferidas e sua utilização por região, mas deixa claro que o telefone celular tradicional está perdendo espaço.

Quase 13700 pessoas de 16 países, incluindo o Brasil, participaram da pesquisa realizada nos meses de fevereiro e março pelos sites dos principais títulos do IDG, como Computerword, PC World, MacWorld, Network World e CIO – no Brasil, participaram leitores e usuários dos três primeiros e do IDG Now!, publicados pelo Now!Digital Business, parceiro do IDG no país.

Mundialmente, mais de dois terços dos participantes da pesquisa revelaram que usam um smartphone para fins pessoais (73%) ou de negócios (69%) – no Brasil, 89,39% responderam usar smartphones para fins pessoais e 74% para o trabalho. Apple, Blackberry, Nokia e Sony Ericsson são as principais marcas que dominam o mercado, dependendo do país.

Para os dois tipos de uso, Nokia e Apple lideram na Europa, enquanto nos Estados Unidos a Apple (29%) e a Blackberry (26%) são muito competitivas para usuários de negócios,  mas entre os usuários pessoais a Samsung, com 15%, é a segunda marca, depois da Apple (33%).

No Brasil, a Apple lidera nos dois segmentos, com 36,5% para uso pessoal e 18,3% para uso profissional. A Nokia é a segunda  em uso pessoal, com 26,2%, seguida da Samsung (17,2%), enquanto que para negócios a Motorola aparece em segundo lugar, com 14,2%, e a Nokia em terceiro, com 13,9%. A Blackberry ocupa a quarta posição, com 10,6%.

Uso de smartphones

Os proprietários de smartphones demonstram um novo comportamento: 70% deles navegam pela Internet regularmente e usam aplicações móveis – no Brasil, 84,5% usam seus smartphones para acesso à Web, 74,6% diariamente, e 71,7% baixam e usam aplicações móveis.

Quando surfam na web com smartphones, os participantes da pesquisa indicaram que as notícias gerais e de TI são as mais populares, seguidas do acesso a redes sociais, considerando os dados mundiais. No Brasil, essa ordem é invertida: as redes sociais lideram, sendo acessadas por 78,3% dos usuários de smartphones que responderam à pesquisa, seguidas de perto de notícias em geral (76,7%) e notícias de TI (62,3%).

Entre as funções utilizadas, a navegação GPS supera as mensagens instantâneas. Na maioria dos países o uso de GPS é superior a 50%, principalmente na Finlândia (77%), Suécia (75%), Dinamarca (88%), Brasil (68%), Austrália (66%), Alemanha (57%), Espanha (56%), Estados Unidos (54%), e Grã-Bretanha (41%).

O uso de mensagens instantâneas alcançou 68% no Brasil, e tem destaque também na China (67%) e no México (64%). Outra função bastante utilizada no Brasil é a de acesso a redes sociais, como Facebook, citada por 54,5% dos participantes da pesquisa.

O uso do telefone móvel  para recebimento de vouchers, oportunidades e ofertas por localização geográfica não é um fator importante na maioria dos paises pesquisados - no Brasil, 31% responderam que usam essa função em seus aparelhos.

Downloads de aplicações

De acordo com a pesquisa da IGS, os fornecedores de aplicações estão em uma boa posição. Uma ampla maioria respondeu que baixa aplicações para seus telefones e também paga por elas. Entre os brasileiros, 88% fazem download de aplicações, e 59% baixam aplicações a pagamento. 

Dois terços dos participantes usam regularmente entre uma e sete aplicações, sendo que as mais populares são notícias gerais, mídias sociais, jogos e notícias de TI. No Brasil, Twitter e Facebook lideram a lista das aplicações mencionadas, sendo citados em primeiro lugar por mais de 20% dos participantes.

Tablets decolam

Um quinto dos leitores mundiais pesquisados já possui um tablet – no Brasil, 25% declaram ter um, e essa parcela deve crescer significativamente nos próximos 12 meses: em todo o mundo, 67% dos participantes da pesquisa manifestaram a intenção de comprar um tablet, 60% entre os brasileiros. A Apple domina esta categoria em todos os países, com 80% de participação de mercado, seguida da Samsung Galaxy com 9%.

 Os usos mais comuns para tablet são navegação web (93%), email (84%), aplicações móveis (72%), assistir vídeos (69%) e ler publicações (66%). Os resultados da pesquisa no Brasil mostram um quadro semelhante, mas web e e-mail dividem a preferencia, ambos sendo usados por 90% dos respondentes.

Dos leitores nacionais ouvidos, 77,4% usam aplicações móveis, 73% assistem vídeos no tablet, 68% lêem jornais e periódicos, 60% livros e 44% estudos de caso e whitepapers. Outro uso comum é para jogos, por 53% dos participantes do estudo no país.

Outro dado interessante da pesquisa é que 66% dos donos de tablets dividem o seu equipamento com colegas ou familiares, ampliando a experiência para muito mais pessoas do que os 20% que possuem um equipamento deste tipo. No Brasil, 48% declaram ser os únicos a usar seu tablet, mas a maioria compartilha o dispositivo, principalmente com amigos e familiares (32,3%).

Comentário sobre os dados

"O uso intenso de smartphones e tablets entre os nossos leitores online pesquisados comprova que a mobilidade é fator importante para os brasileiros e que o Brasil é um país que adota muito rápido novas tecnologias. Esse cenário abre muitas janelas de oportunidade para conteúdo e também para publicidade e relacionamento com o consumidor", diz Silvia Bassi, presidente e publisher do Now!Digital, representante do IDG no Brasil.

Para Christina Carstensen, diretora de Estratégia Móvel da IGS, em Londres, o crescimento dramático do uso de smartphone e tablet é uma notícia animadora para as companhias de mídia, já que seu público pode navegar na Internet e envolver-se com as marcas o tempo todo, 24 horas por dia, sete dias por semana. “As novas tecnologias mudaram o comportamento do usuário e suas expectativas. Nossa pesquisa mostra que os tablets são uma tendência sem volta neste ano com dois terços dos consumidores planejando comprar um tablet nos próximos meses”, diz ela.

“Os profissionais de marketing tecnológico estão reconhecendo o valor da publicidade móvel à medida que o mercado destes dispositivos está se aquecendo”, disse Matthew Yorke, presidente da IGS. “Os gastos nesse segmento devem crescer nitidamente no próximo ano, assim como aconteceu com o marketing nas mídias sociais nos últimos dois anos”, comenta Yorke.

Via Assessoria de Imprensa

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