Na última aula, conversamos e aprendemos muitas coisas sobre energia. Existe uma correlação direta entre o IDH e o consumo de energia elétrica per capta. As barreiras para o crescimento energético englobam a dificuldade de fornecer combustíveis de alta densidade (baseados em carbono ou fósseis) com baixo custo e principalmente os efeitos ambientais decorrentes do uso destes combustíveis.

O sol nos fornece 10 mil vezes mais energia do que o necessário para a civilização. Nesse sentido o objetivo é que no futuro tenhamos 100% de energia solar, mas até lá temos muito trabalho pela frente! Para fazermos esta mudança para energias renováveis o custo precisa ser inferior ao dos métodos tradicionais. 

Depois dessa conversa, discutimos um pouco sobre política, leis e ética. Levantamos a pauta de que o governo precisa deixar de ser um obstáculo e passar a utilizar políticas públicas para impulsionar a inovação. Os empreendedores precisam conversar com a comunidade e ajudá-los a entender as tecnologias para evitar resistências desnecessárias que só atrasam a evolução.

Também refletimos sobre o futuro da Internet, a neutralidade de rede, privacidade, uso de inteligência artificial e como a ética e as leis se relacionam com estas tecnologias exponenciais. Tivemos também uma experiência muito especial, utilizando de tecnologias como a realidade aumentada para entender a realidade de outras pessoas e criar empatia.

Uma das atividades envolveu o uso do Google Cardboard, que pode ser feito por qualquer pessoa, combinado com o aplicativo VRSE e o vídeo Clouds Over Sidra, o qual conta a história de uma menina que vive em um dos campos de refugiados na Síria. Foi uma experiência incrível! É muito interessante ver como a tecnologia está sendo utilizada para levar a história dessas pessoas para o mundo e aumentar os esforços de mudança. Quanta coisa para se pensar! Até a próxima aula

Texto de Mariana Vasconcelos.

O TecMundo publicará toda segunda, quarta e sexta as experiências de Mariana na Singularity University, universidade sediada na NASA, EUA, onde ela conquistou uma bolsa de estudos para o Graduate Studies Program (GSP). Mariana é vencedora do concurso Call to Innovation 2015, da FIAP, com um aplicativo que ajuda a evitar o desperdício de água em plantações agrícolas.

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