Eugene Goostman parece um jovem de 13 anos comum que nasceu na Ucrânia: ele conversa normalmente com adultos, mas é presunçoso e acha que sabe mais do que realmente conhece. Só que as semelhanças dele com qualquer outro menino acabam por aí, porque Eugene é um supercomputador.

A máquina foi desenvolvida pelo ucraniano Eugene Demchenko e pelo russo Vladimir Veselov e foi a primeira a vencer o Teste de Turing, uma prova de inteligência artificial em que um programa de computador conversa com juízes que, baseados nas respostas e no modo de fala, dizem se o entrevistado em questão é humano ou não.

Essa é a primeira vez que um supercomputador vence a prova em 65 anos, desde que o teste é aplicado. Para conquistar a marca, Eugene precisava convencer um mínimo de 30% dos juízes, mas foi eficaz em 33% dos avaliadores. Você também pode conversar com o menino de mentira por este link (que está bastante instável com o alto número de acessos).

A prova aconteceu durante o Turing Test 2014, um evento anual organizado pela Universidade de Reading, na Inglaterra, em que uma simulação tenta vencer o teste — uma conversa de cinco minutos por um bate-papo de computador entre o juiz e Eugene. Os itens levados em conta pelos avaliadores não incluem se a resposta está correta, mas se o estilo de escrita, por exemplo, lembra o de uma pessoa comum e de certa idade.

Teste de quem?

O Teste de Turing é baseado em um dos cientistas mais importantes da história da computação, o britânico Alan Turing. Em um artigo, ele questionava se "máquinas podem pensar" a partir de um jogo de perguntas e respostas.

Há quem diga que o Teste de Turing está ultrapassado, já foi vencido em versões não oficiais ou que a marca não é exatamente incrível, já que muitos avaliadores não caíram na "pegadinha". Ainda assim, o nível atingido é um novo recorde na área de inteligência artificial e não deve ser ignorado.

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