Das toneladas aos microchips. Assim é possível resumir as décadas de evolução da tecnologia computacional — que tem desde monstruosidades a modelos leves, que cabem na palma da sua mão.

E, apesar do uso dos computadores ser algo bem popular nos dias atuais, na década de 50 você até poderia usar um — mas deveria ter a autorização das grandes instituições que eram as proprietárias desses equipamentos e, caso quisesse ter um próprio, ainda precisaria de um espaço bem maior que uma escrivaninha (normalmente, uma sala inteira).

Hoje, com tantos aparatos computacionais pequenos e poderosos aparecendo a cada dia, tal realidade parece ser ainda mais distante e quase “surreal”. No entanto, ainda é possível encontrar esses computadores gigantes — um deles, o IBM Sequoia, é o supercomputador mais rápido já criado.

Confira abaixo alguns modelos que estão marcados na história computacional especialmente por serem grandes. Muito grandes.

1 – Modelo dos anos 50

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
Utilizado por técnicos dos laboratórios da RCA, nos Estados Unidos, o Typhoon é um bom exemplo dos computadores empregados na década de 50. Na foto, é possível ter um aperitivo dos painéis com milhares de tubos, botões e fios enrolados que faziam parte dessa monstruosa máquina.

2 – Auxílio para a comunicação

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
Assim como em diversos setores, houve uma grande evolução tecnológica no ramo de comunicações nas últimas décadas. Prova disso está nesta foto de 1967, que apresenta o Electric KDF9 — um dos primeiros e grandes computadores utilizados em um centro de Edimburgo, na Escócia, para auxiliar na comunicação do país.

3 – Com a engenharia desde o princípio

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
A foto acima mostra uma das salas do laboratório Lewis Fligh, hoje denominado Centro de Pesquisa John H. Glenn, em Ohio. Nela, é possível ver um supercomputador (novamente com diversos painéis, botões e fios) sendo utilizado para auxiliar o setor da engenharia.

4 – Grande utilidade militar

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
O setor militar foi um dos que mais utilizaram os grandes computadores. Na imagem acima, é apresentado um dos computadores desenvolvidos em segredo durante a Segunda Guerra Mundial. Denominado de Electrical Numerical Integrator and Computer, ele estava sendo utilizado, no momento da foto, por um laboratório de pesquisa balística.

5 – Calculando a rota para a Lua

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
Além da área militar, os computadores gigantes também auxiliaram a NASA na conquista do espaço. Um bom exemplo disso é o Selective Sequence Electronic Calculator, da IBM, que produziu tabelas com dados de posicionamento da Lua que foram utilizadas para traçar o rumo da viagem de Apollo 11, em 1969.  

6 – No universo cinematográfico

Assim como acontece nos filmes atuais — em que os computadores auxiliam fortemente a produção de uma película —, em 1967 os diretores já viram as potencialidades computacionais no universo cinematográfico.

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
No caso, uma das principais diferenças que poderíamos encontrar entre os métodos hoje e da década de 60 estaria no tamanho das máquinas utilizadas no set de filmagens. A prova disso está na imagem acima, em que você poderá ver o diretor Michael Caine utilizando o computador Honeywell nas gravações do filme “Billion Dollar Brain”.

7 – Dando “pitaco” na economia

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
Ainda na década de 60, outro ramo que quis explorar os benefícios do uso dos computadores foi a economia. E os investimentos iniciais para isso não foram poucos: só o banco Midland, de Londres, possuía um complexo computacional que custou mais de 10 milhões de dólares e que atendia diversos setores do país.

8 – Aprimorando táticas de guerra

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
Com o passar dos anos, os computadores foram aprimorados e, com isso, eram ainda mais utilizados para questões militares. A foto acima, de 1979, mostra o sargento Carlos Ramirez inserindo informações táticas em um computador no Forte Sill.

9 – Auxílio constante para a NASA

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
A NASA foi a proprietária de um dos mais poderosos (e grandes) computadores já criados. A foto acima mostra a sala do N-258 NAS, utilizado em 1993 pelo Centro de Pesquisas Ames.

10 – Testes de armas nucleares

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
Na imagem, de 2000, um técnico monitora o computador ASCI White. Esta grande máquina é capaz de realizar 12 trilhões de cálculos por segundo, requer 1,2 megawatt de energia e foi considerado, no período do seu surgimento, como o supercomputador mais rápido do mundo. Na época da foto, ele era utilizado pelo Departamento de Energia para simular testes de armas nucleares.

11 – Um dos mais rápidos da Europa

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
Um supercomputador da IBM, capaz de realizar 40 trilhões de cálculos por segundo, já foi considerado o mais rápido da Europa. Na foto acima, ele é apresentado na Universidade Politécnica de Barcelona, em 2005.

12 – Velocidades quase incompreensíveis

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
Outro grande computador que é um dos maiores exemplos de potência já criados é o Roadrunner Base Capacity — que, na foto acima, aparece no Laboratório Nacional de Los Alamos, em 2007. Ele pode atingir mais de 70 teraFLOPS (Floating point Operations per Second  — operações de ponto flutuante por segundo) de velocidade e realizar mais de mil trilhões de cálculos por segundo.

13 – O mais poderoso de todos os supercomputadores

Superando o supercomputador japonês K (que tem um desempenho de mais de oito quatrilhões de cálculos por segundo), está o IBM Sequoia — que hoje é considerado o mais potente computador já criado.

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)
Ocupando cerca de 280 m² de uma sala no Livermore National Laboratory, nos Estados Unidos, ele é capaz de calcular, em uma hora, o que 6,7 bilhões de pessoas usando calculadoras de mão por 320 anos conseguiriam calcular.

Além disso, o IBM Sequoia é quase 300 mil vezes mais rápido do que os computadores de 20 anos atrás e é utilizado para pesquisas nucleares.

Fonte: Gizmodo e Daily Mail

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