(Fonte da imagem: Reprodução/Technology Review)

A maior velocidade possível de ser atingida é a da luz. Sabendo disso, o sonho de muitos engenheiros é conseguir aplicar a tecnologia fotônica dentro dos processadores: e isso parece que está cada dia mais próximo de tornar-se realidade.

Os pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, conseguiram desenvolver um transistor de silício de 10 GHz que tem a habilidade de transmitir sinais lógicos. Isso significa que ele pode ativar dois outros transistores e funcionar como uma chave óptica.

Como funciona o transistor óptico

O transistor óptico consiste de um microanel ressoador ao lado de uma linha óptica. Em condições normais, o fornecimento de luz que entra nessa linha simplesmente passa por ela. Entretanto, a outra linha aquece o microanel que então produz uma frequência específica de ressonância, desaparecendo na saída. Nesse estado, percebe-se que a saída está desligada quando a entrada está ativada, simulando o funcionamento de um transístor comum que tem dois estados: ligado e desligado.

Outro fato importante é que a equipe conseguiu desenvolver esse processo utilizando o silício, que é o mesmo material utilizado nos transistores elétricos normais. Apesar de ser interessante, essa tecnologia ainda está longe de chegar aos computadores pessoais. Isso por que o consumo energético dos transistores ópticos ainda é um problema: como eles são ativados por lasers, é preciso desenvolver um sistema que seja mais eficiente em termos energéticos.

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