(Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

O Centro de Supercomputadores de Barcelona está trabalhando no desenvolvimento de uma supermáquina capaz de entrar para a lista dos equipamentos mais amigáveis ao meio-ambiente do mundo. Porém, se depender do gerente Alex Ramirez, o dispositivo também deve contar com um dos hardwares mais eficientes já vistos na história.

O projeto, batizado como Mont-Blanc, vai usar o mesmo tipo de chip encontrado em aparelhos como smartphones e tablets. O supercomputador vai começar a ser construído em maio, usando como base o processador Tegra 3 da NVIDIA, responsável por estabelecer a comunicação entre as diferentes partes do sistema — os cálculos e fórmulas matemáticas serão computados por uma GPU ainda não determinada com múltiplos núcleos, semelhante à GeForce 520MX.

Ao investir em hardwares desenvolvidos para portáteis, a equipe garante que o produto final vai consumir quantidades de energia relativamente baixas. Enquanto um Tegra 3 opera com somente 4 watts, um CPU Intel Xeon consome nada menos que 50 watts para realizar suas atividades.

Problemas com software

O problema dessa opção é que muitos softwares vão ter que ser reescritos para se adaptar às características dos chips desenvolvidos para uso em portáteis. Para facilitar esse processo, a NVIDIA liberou um kit de desenvolvimento que tem como objetivo facilitar a criação de aplicativos voltados para a plataforma.

O que deve tornar o Mont-Blanc realmente interessante é o fato de que o sucessor do Tegra 3 deve ser lançado muito em breve. O novo produto, baseado no design do Cortex A15 da ARM Holdings, pode ajudar a aumentar imediatamente a velocidade do supercomputador, quadruplicando sua capacidade de cálculo sem que haja um aumento no consumo de energia.

O grande desafio enfrentado pela equipe para tornar isso possível vai ser conseguir adaptar os softwares de que dependem a uma nova arquitetura cuja eficiência ainda não foi comprovada. Segundo Ramirez, o objetivo é finalizar o projeto em um prazo máximo de 5 anos — caso suas ambições sejam correspondidas, o supercomputador não só pode se tornar o mais econômico do mundo, mas também deve conquistar facilmente um lugar entre os mais velozes da categoria.

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