A IBM e o Instituto Holandês de Radioastronomia (ASTRON) anunciaram nesta segunda-feira (2 de abril) que estão trabalhando em parceria para desenvolver um supercomputador capaz de lidar com os dados do telescópio Square Kilometre Array (SKA). O objetivo é criar um equipamento poderoso o suficiente para processar mais de 1 milhão de terabytes por dia.

O SKA vai usar 1 milhão de antenas espalhadas por uma área de aproximadamente 3 mil quilômetros, que, combinadas, pretendem fazer um mapeamento completo da história do universo. Segundo os responsáveis pelo projeto, será preciso armazenar entre 300 e 1500 petabytes de informações a cada ano, mais que o dobro do tráfego diário da internet.

Para que isso seja possível, a IBM vai investir US$ 44 milhões no programa DOME, que tem como principal objetivo construir um supercomputador capaz de rodar processos em exoescala e que não exija quantidades massivas de energia para funcionar. A eficácia do equipamento vai testada usando-se dados capturados pelo projeto Low-Frequency Array (LOFAR), localizado na Holanda.

Busca por novas tecnologias

Os pesquisadores envolvidos afirmam que será necessário explorar arquiteturas que vão além dos melhores sistemas disponíveis atualmente, incluindo o uso de aceleradores avançados e chips de processamento tridimensionais. Além disso, a IBM afirma que vai ser preciso explorar métodos experimentais de armazenamento capazes de lidar com a grande quantidade de dados capturados pelas antenas.

(Fonte da imagem: Divulgação/IBM)

A fase inicial do projeto conjunto entre as companhias vai durar 5 anos, prazo máximo para que os planos do supercomputador estejam finalizados. Porém, ainda deve demorar mais tempo antes que os trabalhos envolvendo o SKA sejam iniciados — a previsão é que o projeto só comece a mapear o espaço a partir de 2024.

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