A Universidade de São Paulo (USP) vai disponibilizar para estudantes e professores do Departamento de Astronomia um supercomputador avaliado em R$ 1 milhão. Trata-se de um dos maiores e mais potentes clusters voltados exclusivamente para a pesquisa astronômica no mundo.

O equipamento é composto por três torres que juntas pesam cerca de 3 toneladas. O conjunto possui 2,3 mil núcleos de processamento e foi desenvolvido pela empresa GSI. A estrutura é baseada na plataforma Blade Altix ICE 8400, com um processador AMD Opteron 6172 e 4,6 terabytes de memória.

"Não conhecemos nenhum departamento de astronomia no mundo com essa capacidade computacional. Existem universidades e consórcios entre instituições de pesquisa com clusters muito maiores, mas o tempo de processamento é dividido entre várias áreas e não são dedicados totalmente à astronomia", destaca Alex Carciofi, professor da USP e responsável pela implantação do projeto.

Para quem acha que uma máquina desse porte serviria apenas para rodar Crysis, de acordo com Carciofi o supercomputador possibilitará aos pesquisadores aumentar o grau de realismo físico e rodar mais modelos matemáticos (simulações numéricas) utilizados para estudar os sistemas astronômicos, como estrelas, galáxias e meio interestelares.

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