Todos sabem que a junção "MP3 + internet + downloads" não foi algo muito feliz para as gravadoras de músicas. Receitas caíram e a montanha de dinheiro que elas recebiam das vendas de CDs foram por água abaixo. Na época, muitos artistas reclamavam publicamente de contratos escusos e ruins: algumas empresas ficavam praticamente com todo o lucro de uma banda — diversos documentários abordam este tema, como "Artifact", de 2011. Porém, parece que esse cenário ainda não mudou.

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Music Business Worldwide e realizada pela Ernst & Young, as gravadoras continuam com a maior fatia do dinheiro de artistas. Segundo o estudo, a divisão de valores utilizada é esta: de uma taxa de R$ 31 para utilizar um serviço de stream, R$ 14 vão para as gravadoras, R$ 6 são da plataforma, R$ 5 são impostos, R$ 4 vão para publishers e autores e apenas R$ 2 vão para as bandas e artistas.

Como aponta a pesquisa, se você tirar as fatias das plataformas e taxas da equação, restam apenas os royalties. E, deles, as gravadoras acabam ficando com 73% do valor. O estudo foi baseado na França — mas esse modelo segue no mundo todo, de acordo com o MBW.

Essa relação entre plataformas de stream, gravadoras e bandas já causou diversas rupturas no mundo da música. Na última delas, a cantora Taylor Swift retirou suas faixas do Spotify.

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