Steam (Fonte da imagem: Steam)

Talvez se possa dizer que o Steam cresceu de forma semelhante ao Google: um serviço tremendamente útil que, por ser único, acabou ganhando certa onipresença com o tempo. Ao final, fica realmente difícil entender como o mercado existiu por tanto tempo sem semelhante facilidade. Por outro lado, entretanto, há a instalação óbvia de um monopólio... Provavelmente colocando poder demais nas mãos de uma única marca.

Entretanto, embora o Google continue reinando isolado na posição de arquiteto da internet por excelência, fato é que o Steam encarou recentemente seu primeiro concorrente de peso. Com o lançamento do Origin, da EA, a balança do comércio digital passa novamente por um momento de instabilidade: será que os 70% do mercado para PC da Valve indicam um monopólio permanente? Ou será que a concorrência da Electronic Arts poderia representar uma porta de entrada aberta para que outras produtoras tentassem algo semelhante?

Embora ter uma certeza para essas questões provavelmente demore ainda algum tempo, fato é que ambas as possibilidades têm seus defensores e detratores, conforme ressaltou um artigo recentemente postado pelo site Eurogamer. Basicamente, o portal buscou em personagens relevantes do mercado de games posições quanto ao presente e o futuro do mercado digital para PC.

Origin (Fonte da imagem: Eletronic Arts)

Há de tudo, naturalmente. “A arma secreta do Steam parece ser uma compreensão acima das de outras companhias em relação a jogos e à sua audiência (...)”, disse Grag Kasavin, da Supergiant Games (responsável por Bastion). Já o diretor de consultoria da GAMESbrief, Nicholas Lovell, afirma que a pedra angular da Valve está em oferecer algo que todos precisam e que todos gostam. “Ele [Steam] apenas funciona. Torna a vida mais fácil.”

Entretanto, Lovell acrescenta: “Todo monopólio é perigoso. Está tudo bem enquanto enxergamos no Steam os ‘mocinhos’, mas o Google também já foi o ‘mocinho’. (...) Uma vez que os bons sujeitos ganham poder, eles se tornam ‘não-tão-bons-sujeitos-assim’”. Ademais, até mesmo o já tradicional Michael Pachter resolveu contribuir. “Steam domina porque eles foram os primeiros, empreenderam corretamente, e continuaram melhorando o serviço, sempre com um alto nível de satisfação dos clientes”, disse o analista.

Afinal, o Origin representa uma ameaça ao império construído (quase “do nada”) pela Valve? Essa concorrência pode ser benéfica para os jogadores? Ou será que a entrada de novas produtoras no serviço pode acabar enfraquecendo a estrutura consolidada pelo Steam — cujo monopólio parece, até o momento, gerar apenas efeitos benéficos? Enfim, o negócio é esperar.

Via Baixaki Jogos

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