A "Star Wars Celebration 2016" de Londres terminou ontem, e o pessoal responsável por criar o verdadeiro BB-8, aquele que apareceu nos cinemas e no tapete vermelho do Oscar deste ano, esteve lá para falar do robô. Até então, muita gente assumia que ele tinha sido apenas feito em computação gráfica, dadas as diversas dificuldades que um dispositivo do tipo representava para a engenharia atual.

Vários brinquedos e até réplicas em tamanho real do robô foram produzidas por aí e funcionavam relativamente bem para “andar”, mas nenhum tinha a capacidade interativa da cabeça do BB-8 original ou sua mobilidade rápida e ágil, como foi mostrado no filme Star Wars: O Despertar da Força.

Mecanismo interno de um dos BB-8 do filme

Para explicar como foi feito o BB-8 do filme, os programadores Matt Denton e Josh Lee explicaram que havia várias versões do robô, uma para cada propósito. Com isso, foi possível replicar uma série de ações dele sem ter que de fato construir algo extremamente complicado e completo.

Entre as versões do BB-8 para as telonas, alguns eram apenas marionetes controladas por braços humanos que foram removidos com a ajuda do chroma-key. Apesar disso, a maior parte do filme foi feita com robôs reais, que tinham um mínimo de autonomia.

Uma das marionetes usadas na produção para representar BB-8

Os criadores do projeto, entretanto, tiveram apenas dois meses para pesquisa e desenvolvimento e mais três meses para montar todos os robôs que seriam usados no filme.

Como parte da produção foi feita em um deserto, os robôs também se desgastaram bastante e tiveram de ser feitos de forma modular, para que peças estragadas pudessem ser substituídas rapidamente. Confira o vídeo para as demonstrações.

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