Pode parecer que não faz tanto tempo assim, mas o Spotify está comemorando nesta semana um ano de atividade em território brasileiro. Para falar sobre essa data bastante especial, tiramos um tempinho na última quarta-feira (27) e demos um pulo na sede brasileira da empresa, que fica na cidade de São Paulo. Na nossa visita, ficamos sabendo um pouco mais sobre a trajetória do serviço de streaming de áudio por essas bandas e o que podemos esperar dele no futuro.

Logo ao pisar por lá, percebemos que a equipe do Spotify Brasil é realmente apaixonada por música, com um escritório completamente cheio de referências a diversos aspectos do assunto, como quadros, painéis e todo tipo de decoração dedicada ao tema – fora um cantinho de entretenimento de dar inveja. Assim, tivemos o ambiente ideal para bater um papo com Gustavo Diament, Diretor Geral do Spotify para América Latina, e falar sobre os últimos 12 meses da companhia no país.

Durante nossa conversa – que você pode conferir na íntegra no vídeo no começo da matéria –, o executivo revelou que foi preciso muito trabalho para que se chegasse às exigências necessária para implementar o serviço por aqui. Como não poderia deixar de ser, muito disso estando ligado ao aspecto burocrático dos negócios, abordando desde o contrato com artistas e gravadoras até um certo número de canções que devem ser oferecidas ao público local. Atualmente, são mais de 30 milhões de faixas à disposição dos usuários brasileiros.

Outro aspecto importante para a entrada da plataforma no Brasil, segundo Gustavo, foi a capacidade de mudar a mentalidade desse público – geralmente acostumado a baixar arquivos ilegais. Foi preciso um trabalho duro com pessoas de destaque na mídia, campanhas de publicidade e um estudo do mercado nacional para que, finalmente, fosse oferecido um produto totalmente adaptado às nossas condições. O brasileiro parece ter tomado gosto pelo serviço, já que, no decorrer do último ano, ouviu mais de 200 milhões de horas de música no Spotify.

Crescimento e o futuro

O diretor também explicou que a companhia não precisou trabalhar do zero para impulsionar o mercado de streaming por aqui, com o Netflix sendo um dos desbravadores desse cenário – apesar de funcionar de um jeito bem diferente do Spotify. O recurso de transmissão via internet, aliás, parece ser a aposta de empresas que querem crescer nesse ramo de entretenimento e cultura. Gustavo diz que a tendência é que o streaming desbanque o lugar do download na preferência dos cidadãos brasileiros dentro dos próximos um ou dois anos.

De olho na fidelidade do público local, o Spotify também faz questão de apostar nos artistas nacionais, ficando sempre de olho em novas possibilidades de deixar a biblioteca regional ainda mais rica. “No nosso primeiro mês de operação, 14% do conteúdo em streaming era local. Hoje, esse número está beirando 40%”, exemplifica Gustavo. Parceria com grandes artistas, contrato com novas bandas e até um negócio exclusivo com Robertos Carlos – que disponibiliza sua discografia apenas na plataforma – fazem parte da estratégia tupiniquim.

Apesar de ter uma versão gratuita, o grande destaque do Spotify é sua versão premium, que remove as propagandas que tocam entre uma canção e outra e adicionam o recurso de baixar músicas para reprodução offline. A boa notícia é que a empresa não tem planos de alterar o preço atual, mesmo com a flutuação do dólar e com um certo momento de instabilidade da economia. Ou seja, dá para deixar reservado os R$ 14,90 mensais para o pagamento da assinatura do serviço sem surpresas para o futuro próximo.

Caso tenha se interessado pela plataforma musical, basta baixar o programa em qualquer uma de suas edições, seja para Windows, Mac, Android, iOS, Windows Phone ou ainda na versão Web – acessada pelo navegador. Para quem quer experimentar o Spotify Premium, mas está com a grana curta, vale a pena aproveitar uma promoção de R$ 1,99 ao mês por três meses que iniciou no início de maio e ainda está ativa. Qual a sua experiência com o serviço? O que quer ver nesse segundo ano de empresa aqui no Brasil? Deixe seu comentário mais abaixo.

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