O Financial Times levantou um rumor que pode afetar consideravelmente o funcionamento do atual modelo de negócios do Spotify. De acordo com o portal, a empresa teria sido pressionada por três das principais gravadoras do mundo no sentindo de aumentar suas rendas junto ao serviço, sob a pena de retirarem seus catálogos da plataforma. A solução encontrada pela companhia para impedir isso sem ter que necessariamente desembolsar uma grana? Fazer com que lançamentos de peso chegassem bem depois a usuários gratuitos do programa.

A estratégia faz sentido do ponto de vista comercial, uma vez que aumentar o valor pago atualmente para Universal, Sony e Warner simplesmente acabaria com boa parte dos lucros do Spotify. Ao mesmo tempo, a marca também não poderia se dar ao luxo de perder, de um dia para o outro, o conteúdo disponibilizado pelo trio – que compõe grande parte do acervo do aplicativo. Assim, a ideia ao beneficiar os assinantes é atrair mais pessoas para os planos de assinatura, aumentando naturalmente o repasse às parceiras.

Será que isso traria mais assinantes para a plataforma?

Claro que, quando você coloca o público na equação, tudo muda de figura. O fato de o Spotify promover a ideia de que a experiência gratuita – excluindo-se os anúncios – é praticamente a mesma de quem paga religiosamente a sua mensalidade, por exemplo, pode gerar uma grande rejeição à novidade. Na prática, essa mudança na estrutura básica do serviço pode tanto acabar afastando o usuário em período de testes, em vez de convertê-lo a uma assinatura, quanto jogar os esforços com promoções e divulgação por água abaixo.

O Spotify ainda não teria assinado nenhum contrato para oficializar a estratégia

Como bem lembrou o Engadget, uma alteração como essa pode afetar até mesmo a abertura de capital da companhia, que era originalmente planejada para este ano, mas pode ficar para 2018. Afinal, um descontentamento generalizado de clientes em potencial – que passariam a receber os hits e álbuns do momento com atraso – teria tudo para influenciar o preço das ações da empresa. Vale notar, porém, que, segundo os rumores, o Spotify ainda não teria assinado nenhum contrato para oficializar esse tipo de estratégia.

Nada garantido

Entramos em contato com o Spotify no Brasil para ouvir a posição da empresa, mas eles preferiram não comentar o assunto exatamente por se tratar de um rumor. E você, acredita que essa é uma boa saída para atrair mais assinantes para a plataforma ou vê que a estratégia poderia ser, de alguma forma, injusta com quem não pode pagar pelo serviço? Deixe a sua opinião sobre o tema mais abaixo, na seção de comentários. 

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