A Sony revisou suas previsões de lucros para o ano fiscal de 2014 e não tem exatamente notícias boas para dar ao público e a seus acionistas. Graças à adição de “encargos de depreciação de ágio” avaliados em 180 bilhões de ienes (aproximadamente US$ 1,7 bilhão), a empresa deve fechar o ano com perdas próximas a US$ 2,1 bilhões — algo que não é exatamente animador frente à crise que ela enfrenta nos últimos anos.

O principal responsável pelas perdas é a Sony Mobile Communications, que sofre com os efeitos de uma previsão excessivamente positiva de seu desempenho comercial. A divisão decidiu aceitar que não está vendendo tantos tablets e smartphones quanto o esperado, o que a obrigou a rever suas previsões e a aceitar que vai sofrer perdas consideráveis.

A situação mostra uma fraqueza na estratégia “One Sony”, adotada durante a gestão do CEO Kazuo Hirai, que tenta simplificar a estrutura da companhia ao mesmo tempo em que transfere sua atenção para dispositivos portáteis. Diante da situação, a  companhia decidiu revisar sua estratégia para reduzir a volatilidade e os riscos envolvidos na fabricação de aparelhos com margens de lucro bastante baixas.

Foco em hardwares de alto desempenho

Na prática, isso deve significar uma redução no número de aparelhos intermediários que a Sony lança no mercado. A companhia deve passar a focar ainda mais em sua linha de produtos de alto desempenho, como o Xperia Z3 e outros aparelhos associados, como o modelo Compact e o  Z3 Tablet Compact.

Ao que tudo indica, a Sony está tendo severas dificuldades em lidar com a competição representada por aparelhos chineses e produtos competitivos como o Moto G — mesma situação enfrentada por nomes como a Samsung. Com isso, a companhia deve deixar de pagar dividendos a seus acionistas pela primeira vez desde 1958, situação que deve se manter enquanto a empresa tenta reencontrar seu espaço no mercado.

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