(Fonte da imagem: Divulgação/Sony)

Na semana passada, o Tecmundo esteve presente no Campo Sony, evento em que a empresa lançou toda a linha de produtos eletrônicos que chegam ao mercado brasileiro em 2013. Aproveitamos a ocasião para bater um papo breve com o gerente-geral de marketing da Sony Brasil, Carlos Paschoal, que comentou sobre lançamentos e estratégias da empresa para este ano e os próximos.

O smartphone Xperia Z não chegou ao Brasil. Em seu lugar veio o ZQ. Por qual razão isso aconteceu?

O Xperia Z foi lançado antes, e o Xperia ZQ veio na sequência. Basicamente, o que muda nos dois produtos é o tamanho da tela e, no caso dos brasileiros, eles preferem que a tela seja maior. Então acabamos trazendo o ZQ por conta disso.

Muitas empresas também têm considerado o mercado brasileiro para a instalação de fábricas ou linhas de montagem. Em sua opinião, estamos preparados para atender a essa demanda? Como estamos com relação a mão de obra qualificada, infraestrutura e até mesmo carga tributária?

O Brasil está evoluindo bastante. Comparado com 10 anos atrás, nós já percebemos uma diminuição na burocracia para se instalar, expandir fábrica etc. E a mão de obra no Brasil é muito qualificada. Se você comparar com outros países é ainda melhor. Estamos muito satisfeitos com a mão de obra especializada que temos em Manaus e temos a expectativa de continuar trazendo mais categorias para o Brasil e ampliar a fábrica. Os investimentos serão contínuos nos próximos anos.

Como a Sony Internacional enxerga hoje o mercado brasileiro em termos de importância? Ele é representativo no âmbito geral? Em quais segmentos a Sony tem se destacado no país e em quais deles a empresa pretende apostar com mais ênfase em 2013?

O Brasil tem foco total da Sony e isso já faz um bom tempo. No ano passado o país foi considerado como o terceiro com maior operação da Sony, e recebemos continuamente a visita de executivos importantes da empresa, como é o caso do Ichiro Takagi, que é o presidente mundial de Home Entertainment & Sound Business da Sony Corporation. E esse contato com a matriz vai aumentar cada vez mais, sem dúvida. O Brasil não apenas é um país que vem evoluindo sobre o ponto de vista da maturidade da economia. Ele também deixou de ser o país do futuro: o Brasil já é o país do presente. Nós também temos a expectativa de que a Copa do Mundo vá agregar muito aos negócios da empresa.

A Sony tem investido forte nos ultrabooks, um mercado bastante promissor. Uma pesquisa divulgada recentemente mostrou que as vendas de portáteis crescem de forma contínua, enquanto os desktops perdem espaço. Quais as expectativas da empresa para os próximos 12 meses, em especial no Brasil, com a chegada dos ultrabooks ao país?

Ultrabook é uma das categorias em que tivemos uma experiência extremamente positiva no ano passado. A Sony é líder de mercado nos notebooks acima de R$ 4 mil e temos uma experiência muito grande com o consumidor da classe A. Nossa expectativa, sem dúvida, é continuar expandindo a nossa linha de ultrabooks e fazer com que esse percentual de mercado cresça ainda mais.

Carlos Paschoal, à direita, durante evento da Sony em São Paulo (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Recentemente, o Ministério das Comunicações autorizou uma desoneração tributária, que deve beneficiar diversas fabricantes de smartphones e tablets. A Sony planeja se beneficiar dessa nova lei de alguma forma? Quais produtos poderiam ser incluídos nessa faixa de preço?

Vários produtos nossos serão beneficiados por essa desoneração. Ainda não podemos contar quais serão os nossos lançamentos a partir de setembro deste ano, mas pode ter certeza de que essa lei também vai nos beneficiar.

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As perguntas desta entrevista foram elaboradas pelo jornalista Wikerson Landim, que, atualmente, está em Taipei cobrindo a Computex 2013.

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