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Anthropic lança Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1 com maior precisão

Modelos Fable 5.1 e Mythos 5.1 compartilham a mesma arquitetura, mas trazem diferentes níveis de camadas de proteção; modelo Mythos continua com restrições de uso e exige credenciais.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule01/09/2026, às 17:23

A Anthropic revelou seus novos modelos de inteligência artificial (IA) Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1 nesta terça-feira (1º). Os dois modelos de IA se diferenciam primordialmente pelas camadas de segurança envolvidas. O Fable terá disponibilidade geral para o mercado corporativo e de desenvolvedores, enquanto o Mythos será mais restrito.

O grande atrativo dos novos modelos da companhia está na eficiência operacional dos fluxos de atuação dessas tecnologias. Benchmarks realizados pela Anthropic indicam que o Fable 5.1 alcançou 55,8% de precisão no teste Terminal-Bench 4.0, enquanto o Mythos bateu mais de 60% de precisão.

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No benchmark Terminal-Bench-Science 0.1, voltado à pesquisa científica conduzida por agentes, o Fable 5.1 alcançou 52,6% de precisão, contra 24,7% do Fable 5 e 29% do Opus 5.

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Nova versão do Fable traz ganhos bem consideráveis (Imagem: Anthorpic/divulgação)

Para realizar esse lançamento, a gigante precisou realizar algumas revisões na dinâmica dos custos de operação dessas IAs. Por exemplo, o valor de processamento foi mantido em US$ 10 (cerca de R$ 50 em conversão direta) por milhão de tokens de entrada e US$ 50 (R$ 250) a cada milhão de tokens de saída.

O resultado prático dessa conta é que houve uma economia média de 25% em cargas de trabalho comuns e de até 45% em cargas de trabalho com fluxos muito mais complexos, que demandam reprocessamento de dados contínuo. Vale notar que a empresa teria reduzido em 75% o valor das leituras em cache.

Salvaguardas refinadas

Especificamente para o Fable 5.1, a Anthropic salienta que introduziu uma tecnologia chamada de Enterprise Frontier Safeguards (EFS). Esse recurso permite que os utilizadores operem esses modelos de inteligência artificial sem retenção de dados em infraestruturas de nuvem.

Outros testes práticos divulgados chamam a atenção, principalmente em relação ao Mythos 5.1. Esse modelo foi usado no design de ligantes proteicos e obteve uma taxa de sucesso experimental na casa dos 50% em 12 alvos biológicos avaliados em laboratório.

O Mythos também foi utilizado na otimização de kernels de GPUs para bioinformática, com redução de custos de inferência em até 60%.

Apesar dos bons resultados, a Anthropic diz que precisou colocar algumas barreiras no acesso do Mythos 5.1. Somente parceiros credenciados por meio dos programas Cyber Verification Program (CVP) e Life Sciences Verification Program (LSVP) poderão acessá-lo. Já no Fable 5.1, os mecanismos foram otimizados para reduzir em até 60% os falsos positivos em auditorias de software.

O Claude Fable 5.1 já está disponível, enquanto o Mythos 5.1 permanece limitado a participantes dos programas de acesso confiável da Anthropic.

Por falar na Anthropic, a companhia pode pagar mais de R$ 700 mil para cada música usada de forma irregular, segundo processo, no treinamento das suas IAs. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

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