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Bug no YouTube trava navegadores e consome até 7 GB de RAM; entenda o problema

Segundo o tracker de bugs da Mozilla, o problema está contido na interface gráfica do YouTube para navegador.

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule06/05/2026, às 16:00

updateAtualizado em 06/05/2026, às 16:31

Um bug no YouTube faz navegadores travarem e consumirem grandes quantidades de memória RAM, reportaram usuários no Reddit. O problema apareceu primeiro entre usuários do Firefox, mas logo foi identificado em outros navegadores, como Brave e Microsoft Edge.

Inicialmente, a suspeita era de que o bug tinha relação com as medidas do YouTube para coibir bloqueadores de anúncios. À medida que as queixas se acumularam, porém, percebeu-se que o problema era generalizado e não afeta apenas usuários dessas ferramentas.

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Segundo o site Tom's Hardware, o bug faz com que navegadores consumam até 7 GB de RAM. Os usuários também reportam travamentos durante a reprodução de vídeos e transmissões ao vivo.

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O problema aparentemente está contido na interface gráfica do site do YouTube. (Fonte: Igor Almenara/TecMundo)

O problema está no site do YouTube

O sistema de rastreamento de bugs da Mozilla, o Bugzilla, apontou que o problema está na interface gráfica do YouTube — especificamente no menu dinâmico localizado abaixo do reprodutor de vídeo, onde ficam os botões "Curtir", "Descurtir", "Compartilhar" e outros.

Segundo os desenvolvedores, a interface verifica repetidamente se todos os botões cabem no espaço horizontal disponível. Quando excedem o espaço, o sistema os oculta para liberar área na tela. Ao escondê-los, porém, o site redimensiona o contêiner — o que libera espaço suficiente para os botões reaparecerem. Como eles voltam a não caber, são ocultados novamente, reiniciando o ciclo.

O efeito visual do bug é insignificante para a experiência geral, mas o loop de cálculos faz com que o navegador dedique cada vez mais recursos à página, resultando no alto consumo de memória.

Mozilla "corrigiu" o problema

No rastreador de bugs, a Mozilla lista o problema como resolvido. Porém, como o bug também ocorre em outros navegadores, ele deve persistir até que o Google lance uma correção no próprio YouTube. Até o momento, o Google não reconheceu o problema nem confirmou se a causa identificada pela Mozilla é a correta.

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