A influenciadora Emily Hart conquistou milhares de seguidores no Instagram com conteúdos em defesa do governo Donald Trump e fotos sensuais, ganhando fama entre conservadores nas redes sociais. No entanto, ela não existe fisicamente: é uma mulher gerada por IA.
Em entrevista à Wired na terça-feira (21), um estudante indiano de 22 anos revelou ter criado as imagens da garota, que se passava por enfermeira e sósia da atriz Jennifer Lawrence, com a finalidade de ganhar dinheiro para pagar a faculdade de medicina. E a estratégia deu certo.
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Milhões de visualizações e milhares de dólares
Usando o modelo Nano Banana Pro do Google para gerar as imagens de Emily, o autor das postagens pediu ao Gemini para indicar os melhores alvos para o golpe. A IA disse a ele que o público conversador, especialmente homens mais velhos e de alta renda, seria o mais adequado.
- Assim, surgiu a influencer gerada por IA, cujas fotos falsas vinham com legendas relacionadas ao movimento "Make America Great Again" (MAGA) promovido por Trump;
- "Todos os dias eu escrevia algo pró-cristão, pró-Segunda Emenda, pró-vida, antiaborto, anti-woke e anti-imigração", contou Sam (nome fictício) à reportagem;
- Nas imagens, Emily aparecia de biquíni com as cores da bandeira dos Estados Unidos, pescando no gelo, bebendo cerveja, atirando e em outras fotos cheias de emojis;
- Os primeiros Reels postados alcançaram 3 milhões de visualizações, segundo o jovem, passando depois para 5 milhões e 10 milhões de views.
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Em poucos dias, o perfil de Emily Hart tinha 10 mil seguidores no Instagram e cresceu ainda mais. Com o sucesso, o indiano decidiu levar o conteúdo para o Fanvue, plataforma concorrente do OnlyFans que exige assinatura paga e permite conteúdo gerado por IA.
Neste último caso, ele usou o Grok para gerar fotos mais sensuais da influenciadora, incluindo algumas em que ela aparecia nua. Conforme Sam, as publicações renderam alguns milhares de dólares por mês, com a renda sendo complementada pela venda de camisetas sobre o tema MAGA.
Perfis removidos
As imagens, que o homem demorava entre 30 e 50 minutos por dia para gerar usando IA, não estão mais disponíveis. O perfil da influenciadora no Instagram foi banido com a justificativa de "atividade fraudulenta".
Já no Facebook, a conta de Emily Hart permanecia no ar até pouco tempo depois que a história foi revelada, mas teve o mesmo fim. De qualquer forma, o estudante afirmou que não pretendia seguir com a enganação.
Chamando os seguidores da influencer fake de "gente burra", por não terem conseguido notar que as imagens eram geradas por IA, o indiano disse que vai usar o dinheiro para terminar os estudos. Posteriormente, ele pretende se mudar para os EUA.
Siga no TecMundo e conheça o teste desenvolvido pela Microsoft que ajuda a identificar deepfakes.
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