Atualmente, é muito comum que você assista a vídeos ou escute áudios a partir de plataformas de streaming com um aplicativo próprio ou que rodem direto do navegador. Anos atrás, entretanto, o mercado era bem diferente e tocadores de arquivos nos mais diferentes formatos eram famosos entre a comunidade.
Um dos nomes de destaque por anos nessa área foi o Media Player Classic, um tocador de formatos variados de arquivo que conquistou o público pelo aspecto minimalista, ao mesmo tempo em que trazia funções mais avançadas.
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Com o passar dos anos e essa alteração no consumo de arquivos direto do computador, esse nome passou a ser lembrado cada vez menos — embora o programa ou as suas variantes ainda estejam instaladas nos PCs de muita gente.
A seguir, relembre ou conheça o que foi o Media Player Classic, entenda por que ele se tornou tão popular e descubra o que aconteceu com esse serviço.
O nascimento de um concorrente
O Media Player Classic é um software voltado para a reprodução de arquivos de áudio e vídeo no computador. Ele foi lançado originalmente em 2003 por um desenvolvedor conhecido apenas como Gabest, que também tem uma contribuição importante no emulador
A ferramenta rapidamente virou uma alternativa ao Windows Media Player 6.4, o programa que era pré-instalado no sistema operacional da Microsoft e, por isso, acabava se tornando o jeito padrão de muitas pessoas abrirem arquivos de formatos como MP3, MP4 e MKV, entre outros.
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A diferença entre as duas plataformas era notável: o programa da Microsoft até trazia mais recursos visuais e ferramentas extras, mas era pesado e tinha um visual que com o passar do tempo foi considerado datado.
Por outro lado, o Media Player Classic era direto ao ponto com uma interface simples e o funcionamento de bom desempenho em praticamente qualquer máquina. Ele trazia alguns bugs e problemas de performance eventuais, mas que não causavam grandes prejuízos durante o uso.
Gabest abandonou o projeto por falta de tempo ainda em 2006. Nesse momento, o Media Player Classic já tinha recebido várias funções interessantes, como o suporte para rodar legendas, a capacidade de suportar codecs modernos e a leitura de discos ou imagens de DVDs.
Felizmente, o programa já era de código aberto, o que significa que a comunidade poderia herdar o trabalho originalmente desenvolvido e modificá-lo para manter o projeto vivo.
O que aconteceu com o Media Player Classic?
Tecnicamente, o Media Player Classic deixou de existir como ferramenta com suporte em 2007. Ainda assim, ele gerou uma série de projetos paralelos (forks) que se utilizam da base original para gerar novos programas customizados.
Talvez o mais bem sucedido deles seja o MPC-HC, ou Media Player Classic - Home Cinema. Essa é a variação mais famosa do programa, tanto por causa da manutenção da interface minimalista quanto pela leveza — ele roda até mesmo em computadores de entrada ou bastante antigos.
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O player roda praticamente todas as extensões de áudio e de vídeo mais famosas para arquivos baixados, com uma barra de ferramentas personalizada para agradar dos usuários mais exigentes aos iniciantes. Ele recebeu ainda várias atualizações ao longo dos anos, suportando novos codecs e formatos populares.
Porém, esse projeto também chegou ao fim: o desenvolvimento e o suporte desse programa terminaram oficialmente em 2017, com a versão v1.7.13. Apesar de ele ainda funcionar normalmente, a recomendação na própria página oficial do software é de que você troque o seu tocador de mídias por outra alternativa por motivos de segurança.
Alternativas ainda no ar
Assim como o encerramento do Media Player Classic original, o fim do MPC-HC também não significou a morte definitiva do programa e representou somente uma renovação no ciclo.
Isso porque novos forks do MPC-HC seguiram existindo — sendo que o mais popular atualmente é o de clsid2, que mantém o código aberto da ferramenta no GitHub para download e também contribuições de outros desenvolvedores. O MPC-HC tem atualizações mais pontuais e espaçadas atualmente, mas segue recebendo novas versões. O programa é estável e com suporte, funcionando em computadores do Windows 7 ao Windows 11.
Outra alternativa popular é o MPC-BE, sigla para Media Player Classic Black Edition. Como o próprio nome já entrega, esse é um programa reconhecido pela interface na cor escura, embora tenha maior propensão a apresentar erros do que a outra versão.
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De forma resumida, o Media Player Classic e o MPC-HC originais até podem ser baixados e usados no PC, mas isso não é recomendável pela falta de suporte e atualizações. Por outro lado, os projetos paralelos da comunidade seguem ativos e são uma das melhores formas de você abrir vídeos e áudios dos mais variados formatos no PC com Windows atualmente.
O próprio Windows Media Player, que tinha no MPC o maior rival, também continua no ar. Entretanto, ele funciona como um recurso opcional do Windows na versão Legacy (com visual e recursos de edições anteriores) e como uma ferramenta de distribuição de conteúdo por streaming, pouco popular no cenário atual.
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