O Gemini ganhou a capacidade de solicitar corridas de Uber automaticamente. O novo recurso do assistente virtual com inteligência artificial do Google estreia primeiro na linha Galaxy S26 e também está previsto para chegar à futura família Pixel 10.
Para acionar a função, basta dar um comando como “peça um Uber para o aeroporto”. A partir daí, o Gemini abre uma janela virtual do aplicativo da Uber e executa a tarefa, enquanto o usuário pode acompanhar o andamento por meio de notificações na tela.
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A proposta do Google é automatizar tarefas cotidianas feitas no celular. “Eu me refiro a algumas tarefas que você pode querer automatizar como uma espécie de lavanderia digital – coisas que você sabe que precisa fazer, mas que não está necessariamente animado para terminar”, afirmou o presidente do Ecossistema Android do Google, Sameer Samat, em entrevista à Wired.
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Se o assistente identificar ambiguidades — como a existência de mais de um aeroporto próximo —, a execução é interrompida para que o usuário esclareça a informação. Quando todas as definições estão prontas, o Gemini envia uma notificação levando à tela de confirmação da corrida, etapa em que o usuário precisa assumir o controle e escolher a modalidade desejada.
Gemini também pode pedir comida
Durante a demonstração à Wired, Samat também apresentou tarefas mais complexas realizadas pelo chatbot, como a criação de um pedido de pizza com base em uma conversa em grupo. O Gemini analisou as mensagens, interpretou as preferências dos participantes e preencheu o pedido seguindo as regras discutidas, processo que levou alguns minutos.
Segundo a publicação, o assistente pode encontrar dúvidas no meio do caminho, mas tenta buscar alternativas antes de recorrer ao usuário. Em um exemplo citado, ao perceber que só era possível incluir uma pizza grande por pedido, o Gemini perguntou se poderia substituí-la por duas pizzas médias.
E a privacidade?
Dar à inteligência artificial acesso a aplicativos pessoais levanta preocupações relacionadas à privacidade e segurança. Um assistente com permissões amplas pode cometer erros com consequências irreversíveis ou até se tornar vetor de ataque por meio de técnicas como prompt injection.
Por isso, nesta fase inicial, o Google optou por não incluir aplicativos considerados sensíveis no conjunto de tarefas automatizadas. A empresa também afirmou que os dados envolvidos nessas interações não são utilizados para fins de publicidade.
Neste primeiro momento, a função está em acesso antecipado e disponível exclusivamente nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. O recurso será expandido para a linha Pixel 10 por meio de uma atualização de software e não está claro se chegará para mais aparelhos ao longo do tempo.
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