JPEG XL poder reduzir o tráfego global da Internet em até 30%

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Recentemente, os criadores do famoso formato "JPEG" afirmaram que sua nova tecnologia "JPEG XL" trará importantes melhorias para a navegação na Internet. O novo codec será capaz de economizar até 30% do tráfego de dados na rede, sem perder a qualidade de imagem já conhecida pelos usuários.

A novidade é especialmente importante ao considerar que imagens, de todos os tipos, somam quase 60% do tamanho da maioria dos websites. Por este motivo, os servidores que hospedam esses arquivos acabam se sobrecarregando, o que causa o aumento do preço de seus serviços e sua pegada de carbono, por exigir maior gasto energético.

Felizmente, a mudança proposta pelos desenvolvedores do JPEG XL também funciona como solução para o problema de armazenamento em nuvem existente, já que o novo formato pode ser lido como seu "predecessor", sem exigir nenhuma conversão.

Na esquerda, a imagem codificada sem perdas ("lossless"); na direita, a representação com perdas ("lossy"). (Fonte: PEDIAA / Reprodução)Na esquerda, a imagem codificada sem perdas ("lossless"); na direita, a representação com perdas ("lossy"). (Fonte: PEDIAA / Reprodução)Fonte:  PEDIAA 

Além disso, o JPEG XL também apresentará uma maior gama de aplicações, justamente por incluir mais recursos, como animações, canais alfa, camadas, miniaturas e codificação progressiva sem perdas. Dessa maneira, é possível que o novo formato substitua os conhecidos PNG e GIF, por exemplo.

Novo padrão de qualidade

O JPEG XL foi desenvolvido sob três principais critérios de uso, sendo eles: alta fidelidade à imagem original; alta velocidade de codificação/decodificação e taxa de compressão típica de 20:1 até 50:1.  Esse conceito permite que o formato seja mais eficiente, em todos os aspectos, que seu predecessor — sem exigir desempenho computacional extra, mesmo em dispositivos móveis.

Os desenvolvedores do JPEG XL esperam implementá-lo como um novo padrão ainda no final de 2021, caso o projeto flua sem maiores imprevistos. A adaptação ocorrerá em quatro partes (ou etapas) que, em conjunto, representarão a versão final do formato. Por fim, somente será necessário que os softwares forneçam suporte para o novo codec.

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