Pensando em atender à demanda de turistas para a Olimpíada de Tóquio e a Copa do Mundo de Rugby, a lei do inquilinato privado foi revisada no Japão; a medida, porém, levou à remoção de mais de 48 mil anfitriões que utilizam a plataforma Airbnb. Tudo isso porque a oferta diminuiu, deixando os viajantes com poucas opções de hospedagem além das grandes redes de hotelaria.

A nova regra exige que as residências do Airbnb sejam registradas pelo governo, o que levou ao cancelamento de reservas para a próxima semana, restando apenas 13,8 mil senhorios no sistema. Ela define ainda que os períodos de aluguel sejam restringidos a 180 dias por ano.

“Como resultado, qualquer reserva agendada para 15 de junho a 19 de junho em uma residência no Japão que atualmente não tem licença foi cancelada. No futuro, a menos que o governo reverta sua posição, nós automaticamente anularemos e reembolsaremos quaisquer transações geridas por anfitriões que não tenham se adequado às leis dentro de 10 dias da chegada do hóspede", disse a empresa, que foi instruída a invalidar os usuários não registrados duas semanas antes desse prazo.

Para amenizar a situação perante os clientes, a companhia planeja apoiar os viajantes com um plano de resposta. Um fundo de US$ 10 milhões será usado para cobrir “despesas inesperadas e inevitáveis causadas por esse desenvolvimento súbito”. Além disso, aqueles afetados receberão o valor pago de volta e um cupom no valor de US$ 100 para o Airbnb Experience.

Para conseguirem a compensação, os usuários devem enviar um email ao serviço, com cópias dos recibos relevantes — como acomodações de hotel e taxas de mudança de voo.