Inteligência artificial é uma tecnologia que está cada vez mais bem desenvolvida e tem um imenso potencial positivo, mas muita gente ainda tem um pé atrás com o que pode ser feito com ferramentas que façam uso de IA. Uma das principais preocupações envolve o uso da tecnologia pelas forças militares e toda a ética que envolve essa prática.

A empresa se defende afirmando que toda a tecnologia desenvolvida para as Forças Armadas norte-americanas é para uso apenas não ofensivo

Pensando nisso, a Google está produzindo uma espécie de guia que vai delimitar que tipo de ferramentas a empresa vai desenvolver para uso militar. Não se sabe exatamente qual vai ser o conteúdo desse material, mas segundo a Google, entre as diversas informações que devem ser reveladas ao público nas próximas semanas, está a proibição do uso de IA em armamentos.

Indo para o lado escuro da Força?

O problema nisso tudo é que o envolvimento da Google com o Pentágono – ainda mais em se tratando de inteligência artificial – tem deixado as pessoas confusas e preocupadas, visto que a Google sempre se orgulhou de um de seus slogans “dont’ be evil”, ou “não seja mau”. Há algum tem já se suspeita (ou se sabe muito pouco) sobre a ligação entre os dois lados, inclusive com funcionários da empresa de tecnologia fazendo uma petição para se anular a aliança.

Mais detalhes sobre o que realmente pode estar acontecendo só ficarão mais claros quando a Google revelar o guia que está preparando

A Google, porém, estava ciente das reações negativas que a notícia causaria – visto pelos emails internos da empresa obtidos pela publicação The New York Times. A empresa se defende afirmando que toda a tecnologia desenvolvida para as Forças Armadas norte-americanas é para uso apenas não ofensivo e que se trata de uma ferramenta para analisar imagens e fazer destaques para a análise de humanos.

O Pentágono pode não usar inteligência artificial em suas armas, mas será que é ético usar essa tecnologia para identificar rostos de pessoas em imagens de câmeras de segurança e coisas do tipo? Mais detalhes sobre o que realmente pode estar acontecendo só ficarão mais claros quando a Google revelar o guia que está preparando. Será que isso vai acalmar um pouco os ânimos de quem é contra o uso desse recurso de certas maneiras?

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