Google apresentou no começo da semana várias novidades durante o evento para desenvolvedores I/O 2018. E uma delas foi o Google Duplex, inteligência artificial conectada com o Google Assistente que é capaz de realizar chamadas telefônicas e agendar compromissos. O que mais chamou a atenção foi a naturalidade com que a voz virtual conversou, com direito aos maneirismos de linguagem de um ser humano. Ainda que muita gente tenha elogiado o avanço da tecnologia, grande parte assustada, pois ela também poderia ser usada de forma pouco ética. A companhia de Mountain View já adiantou que a máquina vai se identificar quando falar com as pessoas.

“Entendemos e valorizamos a discussão em torno do Google Duplex — e dissemos desde o começo que a transparência na tecnologia é importante. Estamos desenvolvendo esse recurso com uma divulgação embutida e nos certificaremos de que o sistema seja identificado adequadamente. O que mostramos na I/O foi uma demonstração inicial e esperamos incorporar o feedback à medida que desenvolvemos o produto”, disse um porta-voz da empresa, em resposta ao The Verge.

A declaração vem após uma enxurrada de comentários negativos, incluindo de especialistas, como Zeynep Tufekci, que chamou a novidade de “horripilante”. O medo, é claro, é que as aplicações envolvidas no software — a exemplo da técnica de áudio WaveNet da DeepMind — possam ser usadas para enganar alguém.

Os engenheiros Yaniv Leviathan e Yossi Mathias já adiantaram que pretendem “ser claros sobre a intenção da chamada (do Google Duplex), para que as empresas entendam o contexto”. Uma das maiores preocupações da equipe do Google Assistente é combater o uso indevido dessa tecnologia, a exemplo de spam. Ainda não há previsão de distribuição e é possível que a Gigante das Buscas realize mais testes com um número limitado de usuários, justamente para refinar o projeto e encontrar melhores maneiras de lidar com questões éticas.

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