Watson, o supercomputador da IBM dedicado a tarefas envolvendo inteligência artificial, acaba de ganhar uma nova função e pode ajudar empresas na criação dos seus próprios assistentes virtuais. Chamado de Watson Assistant, a tecnologia foi anunciada hoje (20) pela fabricante.

Mas qual a diferença disso para sistemas como Siri, Google Assistente e Alexa? Bem, o Watson Assistant tem como premissa a criação de serviços personalizados, ou seja, donos de empresa podem construir plataformas que atendam necessidades específicas de acordo com o setor do mercado em que atuam.

Com isso, a IBM oferece as ferramentas e as empresas constroem os auxiliares. A fabricante até já costurou parcerias com outras companhias para dar os primeiros passos de sua nova iniciativa: a Harman, que criou um assistente de voz para a Maserati, a companhia de smart home Chameleon Techonologies e a Ppeper, responsável por um assistente instalado no aeroporto de Munique que oferece instruções aos viajantes.

Apesar da inovação, Watson Assistant não aparenta não ser superior aos seus principais rivais mais experientes

Apesar da iniciativa soar interessante, ela também suscita dúvidas. Como aponta o The Verge, até mesmo companhias com experiência no setor, como é o caso de Google e Amazon, têm problemas com as suas assistentes virtuais, então, por que imaginar que empresas sem esse histórico se sairiam melhor?

A publicação destaca ainda o fato de o Watson Assistant ser, na verdade, uma mistura de duas tecnologias da IBM já existentes: a Watson Conversation e a Watson Virtual Agent. Some-se a isso ainda as também já existentes APIs de análise de conversação e linguagem e, pronto, aí está a novidade apresentada pela IBM.

Enfim, apesar de a IBM garantir estar ciente das dificuldades que terá ao incluir seu produto em dispositivos de empresas parceiras, não fica claro como ela pretende superar as principais rivais nesse aspecto.