A Google lançou durante a MWC 2018 a primeira versão beta do Flutter, sua plataforma de desenvolvimento para criação de apps para Android e iOS. A empresa explica que, com o Flutter, é possível desenvolver apps e games para as duas principais plataformas mobile do mundo simultaneamente, sem que isso implique de qualquer maneira no desempenho ou na funcionalidade desses apps.

Também foi destacado que o Flutter é capaz de integrar serviços e APIs oficiais de cada sistema de forma individualizada, fazendo com que os recursos necessários para o funcionamento no iOS sejam devidamente construídos, bem como os do Android. O Flutter também é capaz de se integrar a suítes de desenvolvimento já utilizadas pelos desenvolvedores atualmente, tais como Android Studio e outras.

Apesar de só estar sendo lançado oficialmente hoje (27) pela empresa, o Flutter já estava disponível para testes por parte dos desenvolvedores há alguns meses, em uma versão alpha inacabada.

O fim do Android?

É curioso destacar também que o Flutter deve se tornar a plataforma oficial de desenvolvimento de apps para o misterioso sistema operacional Fuchsia, que a Google vem desenvolvendo paralelamente ao Android e o Chrome OS. O código do novo SO tem várias menções ao Flutter.

Há especulações de que o Fuchsia seja uma espécie de substituto para o Android e para o Chrome OS

Pelo que parece, a Google está se esforçando para que desenvolvedores comecem a trabalhar com o Flutter nesse momento para que, no futuro, os apps que eles criaram agora sejam totalmente compatíveis com o novo SO. Há inclusive especulações de que o Fuchsia seja uma espécie de substituto para o Android e para o Chrome OS, uma vez que seu objetivo é oferecer uma boa experiência computacional em qualquer tipo de dispositivo, seja mobile ou desktop.

Uma substituição dessa natureza, contudo, poderia ter seus benefícios. Aparentemente, o Fuchsia não permitiria que fabricantes parceiras alterassem sua interface ou realizassem qualquer tipo de modificação não prevista pela desenvolvedora. Dessa forma, a Google provavelmente poderia controlar as atualizações em todos os aparelhos e acabar com a famigerada “fragmentação”, a qual é vista como positiva e negativa pela comunidade ao mesmo tempo.

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