A Google já tem dois sistemas operacionais estabelecidos no mercado, o Android e o Chrome OS. Mas, há um bom tempo, sabemos que a empresa já trabalha em um projeto paralelo, o Fuchsia. Até então, era muito difícil testar as versões preliminares do sistema, uma vez que ele era compatível apenas com alguns dispositivos nada fáceis de encontrar no mercado. Nesta semana, contudo, a Google começou a oferecer uma prévia do Fuchsia para o Pixelbook.

A empresa publicou um bocado de código do sistema, mas não há exatamente uma forma fácil de fazer a instalação em um computador. Por isso, até o momento, apenas algumas poucas pessoas já fizeram algum teste com a novidade. Mitch Blevins, um profissional de TI, conseguiu fazer a novidade funcionar em seu Pixel, bem como o pessoal do Ars Technica.

Blevins fez uma série de testes com o software e publicou vários vídeos disso no YouTube. A partir disso, podemos notar que praticamente todos os apps instalados de fábrica são, na verdade, apenas capturas de telas de apps do Android, mostrados no Fuchsia como janelas. Estamos falando afinal apenas de uma demonstração bem preliminar.

Não existe uma área de trabalho tradicional, como a que estamos acostumados a ver no Windows

Mas o que mais chama atenção nessa nova versão do novo SO da Google é a sua tela inicial. Não existe uma área de trabalho tradicional, como a que estamos acostumados a ver no Windows, Chrome OS ou macOS. Em vez disso, a tela inicial traz uma barra de buscas da Google que se parece com uma versão expandida do Google Now. Há alguns cartões com informações que você provavelmente veria no antigo assistente da Google, e, digitando alguma coisa, você confere os “apps” instalados. Nenhum deles funciona de verdade no momento.

Outra característica importante do Fuchsia é que ele não foi baseado em Linux! Em vez disso ele utiliza um kernel chamado Zircon. Em teoria, isso deveria tornar praticamente todo tipo de software e driver que a Google usa atualmente incompatível com o Fuchsia, mas este não parece ser o caso. As pessoas que testaram o Pixelbook com o novo SO notaram que tudo funciona surpreendentemente bem: teclado, touchpad, tela sensível ao toque, portas USB-C e por aí vai. Só o WiFi parece ainda não funcionar.

Nativamente, ele já pode lidar com smartphones, tablets, notebooks tradicionais e conversíveis, computadores desktop e muitos outros

Mas o lado positivo desse kernel é que ele permite ao Fuchsia funcionar em uma alta gama de aparelhos diferentes. Nativamente, ele já pode lidar com smartphones, tablets, notebooks tradicionais e conversíveis, computadores desktop e muitos outros formatos que ainda estão por vir.

O SO também tem um sistema de multitarefa interessante. Todos os apps recentes aparecem na tela inicial em ordem cronológica inversa, permitindo que você retome seu trabalho da onde parou. Essas miniaturas ainda mostram apps que você estava usando em tela dividida, permitindo retomar alguma atividade sem ter que reconfigurar as janelas. É possível inclusive juntar duas janelas em uma, transformando apps em abas, como se fosse um navegador web.

A tela de configurações ainda não funciona, mas ela tem um atalho bem centralizado na tela inicial, e você consegue alternar entre modo smartphone, tablet e notebook com um botão com o símbolo do Fuchsia alocado no canto superior esquerdo do display.

Em resumo, é possível perceber que o Fuchsia é um sistema operacional que ainda precisa de muito trabalho de desenvolvimento. Talvez a Google traga a Play Store para cá em algum momento a fim de oferecer uma grande coleção de apps já de início, mas é provável que ainda leve alguns anos até que o SO esteja pronto para lançamento comercial.

E agora?

No fim, a pergunta que não quer calar é: será que o Fuchsia vai substituir o Android e o Chrome OS em algum momento do futuro? Dê a sua opinião na seção de comentários e aproveite para dizer se você gostou desse formato de interface completamente diferente do que estamos acostumados a ver em SOs atuais.

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