Se você é mulher, devem saber bem da insegurança que só as mulheres sentem ao se deslocarem sozinhas pela cidade — se você é homem, é bem provável que já tenha escutado algum relato do tipo de alguma amiga ou familiar. Pensando em amenizar esse tipo de problema, a startup brasileira Malalai Tecnologia de Segurança criou um app colaborativo para oferecer rotas seguras para mulheres.

Já disponível em fase de testes, o app homônimo desenvolvido pela empresa sediada em Belo Horizonte oferece rotas com base em informações prestadas pelas próprias usuárias, mas ele é muito mais que um mapa interativo. O Malalai conta também com um botão emergencial que pode ser acionado para enviar um SMS para um contato pré-cadastrado em caso de algum problema. Futuramente, o app fará uma ligação telefônica emergencial e até mesmo registrar dois minutos de áudio.

O Malalai conta ainda com uma terceira frente: a da computação vestível. A desenvolvedora criou um acessório — um anel ou um colar, por exemplo — no qual há um botão de emergência. Com isso, acioná-lo se torna muito mais discreto e seguro, combinação ideal para situações de risco em que pegar o smartphone não é uma alternativa.

A desenvolvedora do app dedicado à segurança pessoal de mulheres lançou uma campanha no Kickante para arrecadar fundos e lançar também uma versão para iOS. O projeto aceita doação de várias faixas de valores e entre as recompensas estão inclusive uma unidade dos acessórios de computação vestível da empresa.

 Pesquisa e desenvolvimento

A ideia para a criação do aplicativo surgiu em 2015, quando a arquiteta e urbanista Priscila Gama teve contato com relatos de violência contra mulheres que se deslocavam sozinhas. Em uma pesquisa feita com mais de 2 mil mulheres, cerca de 95% delas afirmaram se sentir vulneráveis quando sozinhas na rua, o que motivou o desenvolvimento do Malalai.

Segundo o 9º Anuário de Segurança Pública (2015), uma mulher é estuprada no Brasil a cada 11 minutos. De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), entre 2001 e 2011, uma mulher foi assassinada a cada uma hora e meia.

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