Se você é fã do Richard Stallman, xingou muito a Microsoft no Twitter durante sua última conferência e tem uma camiseta do Che Guevara, sinta-se realizado ao conhecer o Librem 15, o primeiro notebook high-end que já sai de fábrica sendo 100% open source. Projetado, fabricado e comercializado pela companhia estadunidense Purism, o aparelho foi financiado coletivamente através do serviço CrowdSupply, tendo angariado mais de US$ 300 mil oriundos de cerca de 600 colaboradores diferentes.

Equipado com o sistema operacional Trisquel GNU/Linux, o Librem 15 possui kernel Linux, é livre de drivers proprietários e não possui nenhum binary blob. A única coisa que ainda não está “livre” no computador é seu BIOS, que possui códigos da Intel, mas a Purism garante que no futuro será possível resolver esse problema também. No interior do laptop – que possui uma tela de 15,6 polegadas –, há um processador Intel Core i7 quad core de 3,4 GHz, uma GPU  Intel Iris Pro Graphics 5200 e uma bateria capaz de aguentar até oito horas de uso ininterrupto.

O resto dos specs é ao gosto do cliente: a resolução pode ser Full ou Ultra HD (sim, Linux em 4K!), a memória RAM pode ser de 4 GB até 32 GB e o armazenamento pode ser 500 GB em HD ou absurdos 1 TB em SSD. Há a possibilidade de adicionar uma segunda mídia de armazenamento no lugar do leitor de CD/DVD-ROM, inclusive substitui-lo por outro SSD de 1 TB.

A versão mais simples do Librem 15 custa US$ 1,649 (cerca de R$ 4,2 mil); contudo, o melhor set-up que conseguimos montar não sai por menos de US$ 3,384 (R$ 8,7 mil sem impostos, sem frete e sem choro). A liberdade custa caro, não? Vale observar, aliás, que é fácil encontrar notebooks com Windows com configurações tão boas quanto esse por um preço bem mais em conta (este modelo da Dell, por exemplo, custa apenas US$ 749 ou R$ 2 mil).

Ainda assim, caso você esteja disposto a se livrar das amarras do tio Gates, é possível reservar um Librem 15 customizado através desta página; a previsão é que as primeiras unidades do produto sejam enviadas no mês de abril. Mas seja rápido, pois quanto mais unidades são vendidas, maior se torna o preço da edição básica do aparelho. Será que adotar um estilo de vida open source é tão vantajoso assim, financeiramente falando?

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