Estar em uma posição de destaque em uma empresa certamente traz vantagens, mas exige mais cuidado em algumas situações – especialmente ao omitir uma opinião um pouco mais delicada, como aconteceu no caso de Evan Spiegel, diretor-executivo do Snapchat. Tais informações foram obtidas em um processo movido por Anthony Pompliano, ex-funcionário da empresa.

Durante uma reunião realizada em 2015, Pompliano comentou sobre a sua preocupação no que dizia respeito ao aplicativo não ter um alcance muito grande em áreas como Espanha e Índia. Ao tentar apresentar uma solução para resolver tal problema, ele foi cortado subitamente pelo executivo.

“Este é aplicativo é somente para pessoas ricas. Não estou interessado em expandir dentro de países pobres como Índia e Espanha”, ressaltou Spiegel após impedir a exposição das ideias do funcionário.

Evan Spiegel

Pesos e consequências

Pelo visto, tais comentários renderam a Pompliano bem mais que o corte feito pelo chefe. Ele ficou trabalhando na empresa por apenas três semanas e foi demitido após uma reunião na qual continuou discordando de algumas métricas utilizadas pela empresa (e que apresentavam números que não possuíam relação com os reais) , mas as ações contra ele ainda foram além.

Segundo os relatos, os executivos do Snapchat começaram a falar mal sobre ele não apenas para os demais colegas de trabalho, mas também para outros executivos. Como consequência, Pompliano não consegue arranjar outra oportunidade no mercado.

Ele (Pompliano) ficou trabalhando na empresa por apenas três semanas e foi demitido após uma reunião na qual continuou discordando de algumas métricas utilizadas pela empresa

E quanto ao Snapchat?

O Snapchat argumentou anteriormente que a ação movida pelo ex-funcionário continha informações secretas que poderiam prejudicar a companhia e ajudar os competidores. Entretanto, na última segunda-feira (10) houve a menção de que ela não tentaria mais manter tais dados em segredo pelo fato de “não ter nada a esconder”.

Também houve a menção de que os advogados da empresa ressaltaram que Pompliano era um “funcionário descrente [que] foi demitido por conta de uma performance ruim”.

Em contrapartida, John Pierce, advogado do ex-funcionário do Snapchat, ressaltou que “no final desse processo – e tenha certeza de que isso é apenas o começo – nós vamos provar que cada reclamação que o senhor Pompliano fez sobre essa longa história de condutas erradas, indo direto no coração das avaliações astronômicas dessa companhia que agora são públicas, é verdadeira”.

Quem está com a verdade? O jeito é esperar um pouco mais para ver como a corte responsável pela análise do caso vai conduzir o processo, e possivelmente tenhamos mais informações sobre esse assunto em breve.

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