Os smartwatches já tentam morder um pedaço do mercado de tecnologia há algum tempo, ainda mais com novos produtos como Motorola Moto 360, Samsung Gear S e Apple Watch à disposição – ou despontando em breve. Ainda assim, esses aparelhos tentam usar uma interface similar às de smartphones, mas em uma tela de tamanho bem reduzido, o que acaba interferindo na experiência. Alguns camaradas do Future Interface Group (FIG) pensaram nesse problema, resolveram que a área do display não devia limitar as funções do aparelho e acabaram criando pequenos lasers que projetam ícones na pele.

Gierad Laput, Robert Xiao, Xiang Chen, Scott E. Hudson e Chris Harrison são os pesquisadores da Carnegie Mellon University responsáveis pelo projeto. Visando vencer essa barreira criada pelas telas diminutas, eles decidiram instalar pequenos projetores a laser na parte de baixo de dispositivo vestíveis para ampliar a área de uso pelo público. Os ícones exibidos na pele do usuário podem assumir diversas formas e tamanhos e, o mais importante de tudo, são sensíveis ao toque.

Tocando a si mesmo

A inclusão dessa tecnologia nos relógios inteligentes pode permitir que a interface deles fique muito mais limpa, sem tanto ícones, menus, indicadores e botões atrapalhando a visão de quem usa o aparelho. Pequenos indicadores de contexto nas laterais do display já dariam conta de apresentar a função de cada um dos quatro ícones que podem ser projetados simultaneamente.

O grau de ajustes possíveis é tamanho que, através de pequenos sensores de proximidade, as imagens projetadas se autoajustam para ter sua perspectiva e iluminação corrigidas, garantindo ícones com boa definição. A invenção também pode permitir que os smartwatches se tornem ainda menores, uma vez que as fabricantes não estariam mais limitadas a manter um tamanho razoável para que os usuários pudessem manipulá-los com a ponta dos dedos.

Além disso, segundo os pesquisadores, o acessório extra tem um custo bastante baixo, não devendo influenciar no preço final dos produtos. Eles também afirmam que o consumo dos projetores em miniatura tem um impacto insignificante no tempo de vida da bateria. Bom, para quem tem dificuldade de enxergar tudo nas telinhas ou tem dedos grandes, essa tecnologia é uma mão na roda. Resta saber quando veremos os primeiros aparelhos comerciais com essa invenção acoplada, não é?

Você acha uma boa ter esse tipo de possibilidade nos dispositivos vestíveis? Deixe sua opinião abaixo, na seção de comentários.

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