(Fonte da imagem: Reprodução/The New York Times)

Por mais que a ideia por trás de casamentos tenha mudado nos últimos anos, permanece um acordo em comum que ambos os noivos devem estar no local em que será comemorada sua união. Porém, graças a meios como o Skype, até mesmo isso está se tornando desnecessário em uma era dominada pela grande difusão das conexões de internet.

Segundo o The New York Times, o número de celebrações realizadas através do programa vem crescendo em todo o mundo. Embora sejam consideradas válidas perante a lei, uniões do tipo geram diversas desconfianças em quem não está acostumado com as interações a grandes distâncias.

“Parte das razões pelas quais duas pessoas devem aparecer diante de um padre ou juiz é para se certificar de que ambas estão fazendo aquilo por vontade própria. Há vários problemas em permitir que pessoas ao redor do mundo se casem sem qualquer critério”, afirma o professor de Direito da Universidade Estadual do Michigan, Adam Candeub.

Problemas legais

Embora muitas uniões realizadas através dos meios eletrônicos sejam válidas, não são incomuns casos em que isso acontece para burlar leis migratórias. Além disso, cerimônias realizadas de forma remota são usadas para facilitar a prática de tráfico humano — ao tornar pessoas cidadãos legais de um país, se torna mais fácil transportar mulheres e crianças que vão ser forçadas a praticar trabalhos que envolvem práticas sexuais.

(Fonte da imagem: Reprodução/The New York Times)

A previsão é que, em um futuro próximo, vão ser criadas novas regulações para impedir que as cerimônias realizadas através de videoconferências sejam usadas de forma ilegal. Até lá, a prática deve continuar ajudando casais a vencer as distâncias e as limitações de algumas regras locais — em Israel, por exemplo, o método é usado para permitir a união legal entre pessoas de duas religiões diferentes.

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