Por meio de uma carta aberta, um grupo de organizações, incluindo a EFF (que trabalha contra o uso da tecnologia para limitar a liberdade e privacidade), o Greatfire.org (que desde 2011 monitora o conteúdo bloqueado na China) e os Repórteres sem Fronteiras, acusou o Skype de ser evasivo e pouco claro a respeito da confidencialidade das conversas realizadas por meio do serviço.

A carta também levanta questões a respeito do TOM-Skype, uma versão do software de conversas realizada em parceria com uma empresa chinesa e que aplica um filtro de palavras proibidas às mensagens, bloqueando aquelas consideradas “indevidas para o envio” pelo programa.

Em entrevista ao site The Verge, o jornalista Grégoire Pouget, dos Repórteres sem Fronteiras, declarou que muitos ativistas e jornalistas notaram que conversas realizadas pelo Skype foram interceptadas. O grande problema, de acordo com ele, é que leva tempo para mudar os hábitos do público.

Enquanto há alternativas para o Skype que criptografam as mensagens (como o Jitsi e o Pidgin), a audiência desses programas é ínfima em relação aos 600 mil usuários do Skype. “O público ainda não está ciente dos problemas da plataformas e a Microsoft ainda não se mexeu para melhorar a situação, por isso que essa carta é importante. Se conseguirmos fazer a Microsoft se mover pelo menos uma polegada, já terá valido a pena”, concluiu Pouget.

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