Com base no Parque Tecnológico da Bahia, um centro estadual de pesquisa e inovação sediado em Salvador, um grupo de brasileiros iniciou uma startup com o desenvolvimento de um projeto que tem como foco a solução para o transporte urbano de curtas distâncias. O produto em questão é o Movpak, um skate elétrico, movido a bateria, que é integrado a uma mochila e pode ser facilmente transportado quando não está em uso.

No mundo da tecnologia aplicada ao transporte, há um termo chamado “last mile”, que diz respeito a como as pessoas se locomovem de centros de transporte – como terminais e estações – para seu destino final. Devido ao modo como as cidades são organizadas, alguns bairros não têm acesso fácil a ônibus ou metrô, fazendo com que trabalhadores e estudantes tenham que caminhar longas distâncias para ir do transporte até determinados locais, por exemplo.

Veloz e focado nos jovens

Hugo Dourado, idealizador do projeto, teve a ideia para o skate elétrico portátil durante uma viagem para a Holanda e a Bélgica, quando se deu conta de que, muitas vezes, as milhares de bicicletas usadas pelos cidadãos desses países ficavam paradas em garagens de estações de trens. Um pensamento se fixou na sua mente: “Por que as pessoas têm que abandonar seu meio de transporte antes de embarcar? Como eles fazem para chegar ao trabalho depois de desembarcarem? Algo está faltando”.

Para ele, as bicicletas dobráveis não bastavam, já que eram pesadas e se tornavam um fardo para o ciclista quando era preciso carregá-las em locais fechados ou no transporte público. O Movpak, por sua vez, é leve, pesando apenas 7,7 kg, e está integrado a uma mochila que, além de armazenar a prancha do skate, pode guardar objetos pessoais do usuário, assim como uma bolsa comum.

Feito sob medida para o uso em trajetos do metrô para o serviço ou em campi de universidades, onde os alunos precisam se mover para diferentes centros ou setores, o Movpak acaba tendo como base a comodidade. O aparelho pode enfrentar diversos tipos de terrenos – incluindo subidas –, com velocidade máxima de 24 km/h, ou seja, também agiliza a vida dos atrasados de plantão. A autonomia com carga cheia é de 14 km, e a bateria pode ser recarregada em tomadas comuns em até duas horas.

O controle de velocidade e o acesso ao freio são feitos por um controle wireless, e para andar basta ter um pouco de equilíbrio em cima da prancha, que pode ser inclinada para fazer curvas ou desviar de obstáculos. Por conta do formato skate, talvez o produto encontre um pouco de resistência do público mais velho, mas, de qualquer modo, itens de segurança como joelheiras e capacete são recomendados para todos.

Opções e futuro

O Movpak foi pensado para ser durável, mas, se necessário, uma nova mochila pode ser adquirida, inclusive com outras opções de cores. A bateria também pode ser removida do compartimento nas costas da mochila e substituída. Esperamos que outros itens possam ser personalizados futuramente, como o conjunto de rodas ou mesmo o corpo do skate.

Segundo o site oficial, é previsto que o produto deva ganhar uma página de projeto no Kickstarter no mês de setembro. O financiamento coletivo é importante para amortecer os custos de produção e permitir que o aparelho seja viabilizado. Os primeiros a apostarem e investirem na ideia vão poder levar o Movpak por mais ou menos US$ 1 mil, mas esse preço deve subir após o término da campanha para levantar recursos.

O projeto do skate elétrico vem ganhando destaque na mídia nacional e internacional, e, em testes feitos pela equipe de brasileiros durante uma viagem pelos EUA no meio deste ano, a recepção entre estudantes universitários ou mesmo por funcionários da Google foi boa. E você, usaria tranquilamente na região onde vive? O projeto tem futuro ou pode acabar sendo o próximo Segway? Deixe sua opinião nos comentários!