Aprender a voar custa caro: escolas de aviação investem pesado em máquinas caríssimas que buscam atingir o maior nível de realismo possível. Já as menos abastadas dependem de máquinas mais simples (que afetam o aprendizado do piloto) ou treinamentos com aeronaves de verdade, que podem ser perigosas na hora de simular situações de risco. A proposta de criar um meio-termo para essa situação surgiu em 2004, e agora ela segue pioneira no ramo da aeronáutica para entrar no mercado como uma solução para nivelar a diferença.

Quem olha para a cabine da foto pode achar que a invenção passa longe de ser uma novidade, pois já faz alguns anos que salões de jogos em shoppings proporcionam experiências virtuais parecidas. Entretanto, o Grenzebach DA42 vai muito além de um video game: em vez de custar entre 7 e 25 milhões de euros como seus primos mais sofisticados, o aparato promete oferecer uma experiência de máquinas nível D (a classificação de fidelidade mais alta em simuladores) por cerca de 1 milhão de euros.

De acordo com o pesquisador Tobias Bellmann, o braço robótico industrial possui uma liberdade de movimentação que dispensa a necessidade de estabelecer trajetos fixos no ambiente virtual, permitindo que os comandos de voo dos pilotos controlem diretamente o dispositivo. “Isso significa que os movimentos do braço são calculados em tempo real, pois eles não podem ser planejados antecipadamente”, afirma o cientista.

O diferencial do invento rendeu aos cientistas do Centro Aeroespacial Alemão o prêmio euRobotics Technology Transfer Award (anualmente presenteado aos melhores projetos que combinam descobertas científicas com produtividade industrial). Com capacidade de modificação do cockpit para simular diversos veículos (como outros modelos de aeronaves, helicópteros e até carros), o aparelho agora passa por avaliações e aguarda a devida certificação para ser comercializado.

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