Depois de alguns meses de negociação e especulação, a fabricante Foxconn acertou a compra da japonesa Sharp por US$ 3,5 bilhões (o equivalente a R$ 12,6 bilhões). A partir de agora, ela controla oficialmente dois terços da antiga rival e tem a opção de aumentar esse percentual em 2017.

A negociação quase saiu há algumas semanas, mas a Sharp voltou atrás e pediu a renegociação de alguns termos do contrato. O obstáculo de antes são os chamados passivos, uma série de bens a serem pagos que incluem dívidas, empréstimos e outras obrigações.

Graças à reavaliação dos passivos, que agora são de responsabilidade da Foxconn, a fabricante japonesa topou ser vendida por um preço menor do que o anterior (cerca de US$ 900 milhões a menos que a oferta original).

O que pode mudar

Apesar do nome forte e da tradição, a Sharp passa por um momento delicado: só no último semestre, foram registrados US$ 224 milhões em perdas operacionais. Além disso, ela encontra dificuldades para se manter no mercao de energia sustentável e televisores LCD.

Com a aquisição, a Foxconn entra em um mercado de fabricação de componentes do qual ela ainda não era protagonista: o de telas para dispositivos móveis. A Sharp é uma das responsáveis pelos displays dos iPhones, por exemplo, e agora pode expandir a parceria com a Apple para além dos componentes que já estão sob os cuidados da marca taiwanesa.

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