Este sábado (10), é uma data extremamente triste para qualquer fã de heróis, séries de TV e geeks em geral. Isso porque hoje foi anunciada a morte de Adam West, o eterno Batman do seriado homônimo da década de 1960. O ator faleceu no final da noite de sexta-feira (9), aos 88 anos, em decorrência da luta contra uma recém descoberta leucemia.

Com mais de 60 anos de carreira na indústria do entretenimento, o norte-americano participou de dezenas de produções para a televisão e para o cinema. Um de seus trabalhos, no entanto, se destacou de todos os outros e fez com que o Homem-Morcego vivido por West arrebatasse diferentes gerações de espectadores ávidos para acompanhar as aventuras de Batman em um ambiente mais leve e divertido que o das HQs ou filmes do personagem.

Foto recente do ator

Um trabalho eternizado

Ao lado de Burt Ward (Robin) e Cesar Romero (Coringa), West tornou icônico o seriado que foi ao ar originalmente entre 1966 e 1968 e que, posteriormente, foi reprisado um grande número de vezes por todo o mundo. Essa mistura de roteiro simples, efeitos vindos diretamente dos quadrinhos e cenários e figurinos coloridos parece ter caído no gosto do público e deu fôlego para que a obra e o trabalho do ator fossem eternizados.

Essa popularidade fez com que o show ganhasse referência em obras posteriores do Batman, em especial nas suas versões em animação já na era Warner Bros. Para os fãs de quadrinhos mais hardcore, foi possível matar a saudade de West em seu auge como Batman na HQ “Planetary/Batman: Noite na Terra”. Na história, o supergrupo da WildStorm acaba enfrentando diferentes versões do vigilante de Gotham e se depara com sua versão de 1966.

O Batman de Adam West no traço de John Cassaday

Ainda mais amado pelos brasileiros

No Brasil, o trabalho de Adam West na pele de Bruce Wayne e Batman atingiu um patamar completamente diferente do resto do mundo por conta da paródia “Bátima Feira da Fruta”. A redublagem caseira feita por Fernando Pettinati e Antônio Camano no começo da década de 1980 modificava completamente o roteiro de um episódio original da série e acrescentava uma boa dose de palavrões ao material.

O visual do seriado original

O projeto foi redescoberto em 2003 e criou uma nova legião de fãs brasileiros para o ator e o seriado. Eventualmente, a obra se espalhou pelo YouTube, colecionou visualizações e deu origem até a uma webcomic feita por artistas brasileiros profissionais em cima da paródia.

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