A indústria dos jogos está envolta pela auspiciosa atmosfera do que parecem ser os “tempos áureos” do setor de entretenimento. Fato é que ambos os consoles de nova geração lançados pela Sony e pela Microsoft oferecem possibilidades ricas a desenvolvedores (saiba mais sobre projetos de realidade virtual por meio deste link). Mas a empreitada de destaque da vez é um par de sensores que pode ser acoplado a sapatos. Encabeçada pela Reflex Labs (Boogio), a iniciativa tem o objetivo de fazer de placas volumosas de hardware acessórios obsoletos.

“Focamos, neste momento, em desenvolvedores independentes, pois acreditamos que é importante levar em consideração o que esses caras têm a dizer enquanto descobrimos o que fazer exatamente”, disse Jose Torres, CEO e cofundador da Reflex Labs, em entrevista ao site Polygon. O protótipo em xeque combina um par de sensores com 60 mil camadas de pressão na palmilha de sapatos; um acelerômetro 3D faz também parte do mecanismo que pretende expandir as experiências de jogo – o sistema de captura de dados em tempo real possibilita o emparelhamento do projeto a smartphones e a computadores.

Não se sabe se a proposta independente incentivada pela Boogio irá de fato chegar aos consoles. Mas, ainda conforme esclarece Torres, conversas informais têm sido travadas constantemente com empresas como Microsoft e Nintendo. “Vocês têm sido muito legais aos apoiar times pequenos e inovadores, e é por isso que ficamos muito animados com as ideias: é porque esses rapazes são inovadores e vão aprimorar as tecnologias vestíveis”, comentou o executivo em reprodução à reação dos figurões da colossal indústria dos jogos.

Foco sobre três áreas

Os desenvolvedores desta extensão voltada à jogatina recebem apoio da “empresa mãe” Qi2, companhia especializada em tecnologias de aeroespaço. E são três as áreas de foco visadas pela Boogio junto a toda equipe de pesquisadores que trabalha atualmente no projeto:

  • Você está no controle: não apenas jogos seriam abarcados pelo mecanismo. Durante a E3 2014 (saiba tudo sobre o evento aqui), uma das apresentações contou com a navegação pelo Power Point por meio deslocamento de peso do palestrante.
  • Medicina: aplicativos destinados à área da saúde é outro dos alvos visados pelas companhias. Auxiliar no diagnóstico de doenças e na reabilitação de deficientes são algumas das possibilidades que o aperfeiçoamento do conceito pode abarcar.
  • Jogos: naturalmente, interação com jogos acaba por se constituir como um dos principais focos do par de sensores acoplado sob a palmilha de sapatos; títulos para smartphones e PCs e emparelhamento com periféricos de realidade virtual são algumas das intenções visadas.

Alinhamento do usuário junto a um espaço 3D determinado (seja o campo destinado a jogos, medicina ou a aplicações terceiras) constitui, dessa forma, o fundamento do sistema em desenvolvimento. “Estamos investigando quais tipos de interações com o Oculus Rift, por exemplo, são possíveis. Usamos a interface para testar ideias e também para descobrir como ambas as tecnologias podem trabalhar juntas”, comentou Torres. Pacotes Aplha do projeto podem ser coletados por uma lista seleta de desenvolvedores; a oportunidades de acesso ao periférico por parte do público majoritário de programadores deverá surgir até o início de 2016.

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