Pode parecer bobagem, mas o pau de selfie é uma das invenções mais geniais do século 21, se encaixando perfeitamente naquela categoria “ame ou odeie” ou “falem bem, falem mal, mas falem de mim. Confesse: atualmente é difícil não achar pelo menos um clique feito com o aparato no meio das fotos de viagens de amigos ou familiares – mesmo aqueles dizem preferir que a peça vá para o inferno, junto de quem ouve música alta no ônibus e da quina da mobília que parece atrair o dedinho do pé.

Ainda assim, dá para admitir que o dispositivo tem lá sua utilidade, quebrando um galho para fazer com que toda sua turma caiba no enquadramento de uma foto ou tornando possível mostrar mais de você e de seu par romântico durante as selfies. Porém, o que fazer se você for uma pessoa solitária ou sem ninguém que o chamar de seu? Pode ficar calmo, os designers Aric Snee e Justin Crowe projetaram o item perfeito para esse público: um braço de selfie. Parece mórbido e até um pouco deprimente, mas é um projeto real.

Tudo nos conformes e pronto pra te dar uma mãozinha.

Construído em fibra de vidro, o protótipo é leve e pode ser facilmente transportado para qualquer lugar, embora duvidemos muito que não vá chamar atenção das pessoas ao redor – ou seja, boa sorte inventando uma desculpa para utilizar isso em público. Vestido com uma manguinha de blusa e com o encaixe para o celular posicionado no ponto certo, ele tem tudo para enganar os seguidores desavisados nas redes sociais, dando a impressão que você arrumou um namorado apaixonado e muito envergonhado para aparecer nas imagens.

É provável que se o braço de selfie vier a se tornar um item fabricado em série, seus autores precisem criar modelos femininos e também com outras cores de pele. Afinal, se ficar do jeito que está, além de despertar a fúria de organizações dedicadas à diversidade racial, os consumidores do objeto podem ser acusados de arrancar o membro do namorado para fazer uns cliques ou, no mínimo, de estar saindo com um morto-vivo. Outra opção é criar funções adicionais para as mãos nas horas vagas – se é que você me entende ("aquela carinha").

Pegou na mãozinha... será que vai dar casamento? A cerimônia seria BEM estranha.

No fim, o aparato criado pelos designers pode ser apenas uma forma de criticar a mentalidade de uma parte da comunidade online, que muitas vezes precisa afirmar sua felicidade através de postagens no Facebook, Instagram ou outras redes sociais – mesmo se não for algo real. Ainda assim, será que o produto dedicado a quem é forever alone deve demorar muito para aparecer na AliExpress ou em outras lojinhas orientais?

Se depender do atual vício em selfies da galera, que é capaz de registrar momentos íntimos como a primeira vez em que capota um carro e que já conta com ferramentas para clicar o popozão, isso não deve levar muito tempo. Faça a sua aposta na seção de comentários.

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