Gamers que se prezem gastam uma nota preta num supercomputador. Os periféricos não ficam atrás: teclado, mouse, monitor e caixas de som são componentes escolhidos a dedo pelos entusiastas. Tudo para deixar o terreno fértil a uma jogatina confortável e sem gargalos. Até que, na hora H... Ops, faltou o mousepad. Um detalhe minúsculo e ao mesmo tempo muito importante. Afinal de contas, não adianta fazer o bolo e se esquecer da cereja!

A aquisição de uma supermáquina implica utilizar acessórios de ponta, e o mousepad é um item crucial nessa empreitada. Gamers veteranos sabem o quão importante é ter um mouse com boa escala de DPIs e um mousepad à altura. Combinados, esses dois componentes fornecem alta precisão para um desempenho otimizado em jogos ou outros recursos gráficos. Portanto, é conveniente saber que materiais devem ser observados no revestimento de um mousepad. O menor detalhe pode fazer a maior diferença.

Revestimento em tecido (Fonte da imagem: Divulgação/Razer)

Matéria-prima de qualidade

A qualidade na composição determinará a resistência e a durabilidade do mousepad. É comum os “atletas virtuais” se deslocarem por aí para participar de campeonatos de games dos mais variados gêneros – shooters principalmente, no caso dos PCs. Isso exige um mousepad resistente.

O transporte, ou melhor, a maneira como o mousepad é transportado pode ser uma armadilha para a formação de marcas ou dobras nas pontas. Uma superfície de montagem duvidosa pode se descolar facilmente ao ser enrolada e perambular em malas, mochilas e afins.

Um produto confiável deve ser composto de uma base feita em borracha expandida e coberto por uma superfície de tecido produzida com fibras entrelaçadas. Esse tipo de tecido é ultrarresistente e permite que base e superfície estejam ligadas por meio de um sistema especial de colagem. A aderência é muito maior.

Uma superfície colada à base com aderência terá durabilidade (Fonte da imagem: Divulgação/Razer)

Mousepads como esses, cuja superfície é macia, são considerados “versáteis”, pois atendem a gamers e aos nem tão exigentes. Modelos como o Destructor, da Razer, e o X-raypad, da Aqua2, são bons exemplos de um mousepad com essa configuração.

Essa superfície é batizada de “soft mat” ou simplesmente “macia”, sobre a qual falaremos neste artigo. Ela se opõe ao “hard mat”, cuja superfície é dura.

Os “hard mats”

Esse tipo de mousepad, conhecido também como “rígido” no Brasil, é composto por uma superfície dura e não maleável, impossibilitando a dobra na hora do transporte.

No entanto, um hard mat compensa o fato de não ser flexível com um material de primeira linha para inveterados em shooters. A superfície desse mousepad é 100% plana; os melhores modelos podem ter cobertura de alumínio antiderrapante, que é resistente ao atrito.

Um mousepad com essa configuração caminha de mãos dadas com mouses a laser, cuja taxa de precisão é de 1.600 DPIs ou superior. São mouses altamente responsivos a movimentos rápidos ou que possam exigir ações delicadas.

Outra característica de um mousepad com superfície rígida são as dimensões: o desenho pode medir 35 x 28 cm ou mais, dependendo da marca e do modelo. É praticamente uma tábua sob o mouse. O objetivo desse tamanho extra é justamente proporcionar conforto em meio a jogatinas frenéticas, quando muitos movimentos bruscos precisam ser feitos.

Um bom exemplo de mousepad hard mat à disposição no mercado é o eXactMat, da Razer. Além de ser revestido com os materiais mencionados, ele conta com duas configurações distintas no mesmo produto: o “lado control”, indicado para movimentos médios e lentos, e o “lado speed”, recomendado para ações rápidas e bruscas. Seu preço gira em torno de R$ 200,00.

Modelo eXactMat, da Razer, que tem superfície rígida (Fonte da imagem: Divulgação/Razer)

É conveniente salientar uma ligeira ressalva do mousepad do tipo hard mat: por ter um revestimento duro, ele pode desgastar a base do mouse com o decorrer do tempo, ali no ponto de encontro dele com a superfície. Quase não percebemos, mas levantamos e apoiamos o mouse o tempo todo. Se esse apoio não for macio, é natural que haja um desgaste.

Os “soft mats”

Como o próprio nome em inglês denuncia, esse tipo de mousepad tem uma superfície macia que é coberta por tecido em microfibra e que costuma ser muito fina, permitindo um deslize suave do mouse.

Portabilidade. Essa talvez seja a maior vantagem de um soft mat. Um modelo competente tem acabamento emborrachado e uma superfície unida à base por meio de um sistema especial de colagem. Conforme já mencionamos, é a escolha ideal para competidores que se deslocam e precisam transportar todos os seus materiais sem que sejam danificados.

Um mousepad do tipo soft mat pode ser dobrado ou enrolado sem deixar resquícios depois, como marcas de sujeira ou até riscos. Além disso, o sistema especial de colagem impedirá que a base se descole da superfície. É um modelo que pode ter vida útil duradoura, mesmo se for utilizado massivamente e transportado com frequência.

Os soft mats podem ser enrolados e transportados sem que sejam danificados (Fonte da imagem: Divulgação/Razer)

A linha QcK, da SteelSeries, apresenta belos modelos do soft mat a uma média de R$ 70. Outro produto interessante é o Kabuto, da Razer, que custa cerca de R$ 80. Sua espessura é de 1,2 mm, ideal para o transporte.

Material de silicone: um meio-termo

Aqueles que estão entre os hardcore e os casuais não precisam se sentir órfãos. Os mousepads revestidos em silicone são um meio-termo entre o material rígido e o macio.

Em função da moldagem inteiramente siliconada, esses mousepads se mostram extremamente flexíveis, podendo ser dobrados e enrolados sem deixar marcas ou deformações, já que o material é um só.

Os mousepads revestidos em silicone são macios e confortáveis, mas não oferecem tanta precisão (Fonte da imagem: Reprodução/Tmart)

Naturalmente, a precisão oferecida pelos mousepads rígidos ou macios (de tecido) é superior, mas os gamers minimalistas podem optar pelo material moldado em placas de silicone, que garante um desempenho satisfatório e boa maleabilidade. Um modelo interessante é o Megasoma, da Razer, que sai por R$ 150 em média. Seu valor é um pouco onerado em função dos custos do revestimento em silicone.

Limpeza e manutenção

Como você percebeu, um mousepad voltado para gamers pode ser um pequeno investimento. Portanto, é um produto que deve ser tratado com o mesmo grau de dedicação doado aos acessórios “maiores” de um PC. Alguns modelos farão você tirar o escorpião do bolso – há ainda outros da Razer, da SteelSeries, da Aqua2 e de outras marcas que são importados, fazendo você gastar R$ 300 ou mais num mousepad.

Com a utilização e o decorrer do tempo, é comum haver um desgaste natural dos mousepads. Por mais que o material seja impecável, o arrastar do mouse será implacável com o tempo. Pequenos traços brancos e outras pequenas avarias podem surgir no mousepad.

Nada de usar água e sabão, ainda mais se o mousepad for fabricado com microfibras especiais. A água pode corroê-las, prejudicando o deslize do mouse. O método é simples: paninho úmido e mão delicada. Nada mais. Dependendo da extensão da sujeira ou avaria, você pode usar um pano seco mesmo, esfregando com cuidado as regiões manchadas.

Use um paninho simples e liso para a manutenção dos mousepads (Fonte da imagem: Reprodução/MyCleaningCloths)

Perfil do gamer

Escolha um mousepad de acordo com o seu perfil de gamer. Se você participa de campeonatos e precisa colocar todos os seus acessórios em malas ou mochilas, os modelos macios ou siliconados são ideais para o transporte.

Mas isso não tira o mérito “portátil” dos mousepads duros, pois existem até cases para carregá-los com segurança. Contudo, as superfícies rígidas são pesadas e não maleáveis, sendo mais indicadas para um uso “estático”. Adeptos de shooters sentirão muito conforto com esses mousepads.

Seja você hardcore ou casual, cuide bem do seu mousepad. É um pequeno investimento num detalhe mínimo que pode fazer uma grande diferença – e que deve estar à altura de todos os outros acessórios.

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