Presos que utilizam celulares na cadeia não é uma novidade para ninguém, não é mesmo? Apesar de as penitenciárias combaterem a entrada de aparelhos eletrônicos, de uma forma ou de outra, os prisioneiros têm acesso à tecnologia. Contudo, isso acaba de ficar ainda pior com a vinda de uma nova ameaça “invisível”: os microcelulares.

Estes dispositivos estão criando uma grande dor de cabeça ao Estado, pois são extremamente pequenos e construídos apenas com plástico. Em outras palavras, o tamanho de 6 cm (que é um pouco maior que uma tampa de caneta BIC e um palito de fósforo) e a facilidade de burlar detectores de metais podem transformar este aparato em um dos itens mais cobiçados da cadeia.

Caso você não saiba, celulares são objetos caros de serem adquiridos em penitenciárias, pois, quanto mais difícil é a entrada de alguma coisa no local, maior é o valor dela. Entretanto, com os “benefícios” dos novos dispositivos móveis, mais de 7 mil deles já foram apreendidos por agentes no primeiro semestre de 2015, segundo o jornal Folha de São Paulo.

Uma ameaça difícil de combater

Como já citamos, a carcaça de plástico, o tamanho reduzido e o peso leve dos microcelulares formam uma combinação extremamente efetiva para burlar sistemas contra a entrada de aparelhos eletrônicos. Por conta disso, as penitenciárias foram alertadas sobre o novo risco de segurança.

Todos os modelos não possuem marca e são fabricados na China. O grande problema da “popularização” dos dispositivos nas prisões é que, com a facilidade da comunicação, os detentos conseguem dar continuidade às atividades criminosas.

Para combater ações como esta, o Estado prometeu no início dos anos 2000 implementar bloqueadores de sinais em todas as penitenciárias de São Paulo. Porém, até hoje nenhum foi implantado. Um dos motivos alegados é que, ao inserir esse tipo de tecnologia, a vizinhança também pode ser afetada e sofrer com as medidas – algo que não impediu o padre italiano de interromper o sinal em sua igreja, no ano passado.

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