Muitos pais não levam a sério a história de que devem cuidar do modo como seus filhos utilizam a internet e acabam deixando de lado a tarefa de monitorar os sites acessados ou de acompanhar os pequenos durante a navegação. O que pode parecer bobeira para alguns, está bastante apoiado em dados reais, como confirma um estudo feito pela Kaspersky Lab em 2014. Segundo a pesquisa divulgada no dia 4 deste mês, mais de dois terços dos internautas-mirins (68%) acabaram se deparando com conteúdo inapropriado ou perigoso na web.

O fato de que a tecnologia tornou o acesso à internet cada vez mais presente na vida das pessoas e que em muitos casos as crianças navegam online em uma proporção igual ou maior que seus pais, faz com que alguns números sejam bastante preocupantes. Antes de falarmos sobre eles, vale lembrar que os dados obtidos pela empresa de software de segurança foram coletados apenas entre os usuários de produtos da companhia possuem o recurso de Controle dos Pais ativado – o que não faz com que o levantamento seja menos impactante.

De acordo com o estudo, a pornografia é o assunto impróprio mais fácil de ser encontrado na navegação dos pequenos, chegando a surpreendentes 59.5% dos casos registrados. Em segundo lugar ficaram sites e serviços de aposta, com 26,6%. Na sequência, foi observado que cerca de 20% dos usuários tiveram contato com páginas tratando de assuntos como armas ou contendo linguagem chula, além de outras com conteúdo associado a drogas, cigarro e álcool.

China, Estados Unidos, Alemanha, Rússia e Reino Unido foram os que mais tiveram casos de acessos não recomendados ao público infantil, mas o Brasil não deixou de aparecer, entrando no top 10 de países com mais ocorrências do tipo. Para os internautas brasileiros a maior causa de preocupação foram as propagandas e plataformas dedicadas a setores fortes no mercado, como bebidas e cigarro.

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